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    Biden diz que garantirá uma transição ‘pacífica e ordenada’ com Trump

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    ‘Lembrem-se, uma derrota não significa que estamos derrotados (…) Precisamos continuar e, acima de tudo, precisamos manter a fé’, afirmou o presidente dos EUA em um discurso à nação na Casa Branca

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta quinta-feira (7) aos americanos para baixar a temperatura política após a esmagadora vitória eleitoral de Donald Trump e afirmou que garantirá uma transição “pacífica e ordenada”. “Uma coisa que espero que possamos fazer, independentemente de em quem vocês votaram, é ver uns aos outros, não como adversários, mas como concidadãos americanos. Baixar a temperatura”, disse Biden em um discurso à nação na Casa Branca.

    Esse foi o primeiro pronunciamento de Biden à imprensa desde que Trump derrotou a vice-presidente, Kamala Harris, na eleição de terça-feira (5). O pronunciamento ocorreu no Rose Garden da Casa Branca, onde dezenas de jornalistas, seu gabinete e até mesmo membros de sua família se reuniram. “Os contratempos são inevitáveis, mas a desistência é imperdoável. Todos nós caímos, mas o verdadeiro caráter, como meu pai costumava dizer, é medido pela rapidez com que nos levantamos”, disse Biden na parte final do discurso, com o qual procurou levantar o ânimo de seus apoiadores.

    “Lembrem-se, uma derrota não significa que estamos derrotados. Perdemos essa batalha. Os Estados Unidos, o país dos seus sonhos, pede que vocês se levantem”, comentou. “É a história dos Estados Unidos há mais de 240 anos. Uma história para todos, não apenas para alguns. O experimento americano continua. Vamos nos sair bem, mas precisamos manter o nosso compromisso. Precisamos continuar e, acima de tudo, precisamos manter a fé”, enfatizou.

    Biden, de 81 anos, desistiu da tentativa de reeleição em julho e passou o bastão para sua vice-presidente Kamala Harris após o desempenho desastroso em um debate. O presidente vai estabelecer uma distância do estilo de Trump, que nunca aceitou sua derrota nas eleições presidenciais de 2020, uma atitude que culminou no ataque ao Capitólio americano em 6 de janeiro de 2021 por uma multidão de seguidores do republicano.

    Com o discurso de fraude eleitoral, desmentido pelas autoridades e pela justiça, Trump também se recusou a comparecer à cerimônia de posse de Biden. A Casa Branca informou que Biden conversou com Trump na quarta-feira e “expressou seu compromisso de garantir uma transição sem problemas”, além de ter enfatizado a “importância de trabalhar para unir o país”.

    O presidente também convidou o antecessor e agora também sucessor para uma reunião na Casa Branca, apesar da sua longa história de amarga animosidade. O porta-voz da campanha de Trump, Steven Cheung, disse que o republicano “aguarda com interesse a reunião, que acontecerá em breve, e agradeceu muito a ligação”. Este será o primeiro encontro presencial entre ambos desde junho, no debate que sepultou as possibilidades de Biden de tentar um novo mandato de quatro anos na Casa Branca. Biden deixará o cargo em 20 de janeiro de 2025, quando Trump será empossado como o novo presidente.

    Os Estados Unidos e o mundo enfrentam um cenário político radicalmente diferente com a vitória contundente de Trump, de 78 anos. Os eleitores americanos aprovaram as políticas de extrema direita do republicano e puniram o governo de Biden e Harris, em particular no que diz respeito à economia e inflação, segundo as pesquisas.

    Os líderes mundiais se comprometeram rapidamente a trabalhar com Trump, apesar da preocupação em grande parte do planeta com sua política nacionalista, sintetizada no slogan “Estados Unidos em primeiro lugar”, e suas promessas protecionistas, como o aumento radical das tarifas sobre algumas importações, em particular as procedentes da China e do México.

    O presidente da China, Xi Jinping, disse que Pequim e Washington devem encontrar uma maneira de “se dar bem” e pediu laços bilaterais “estáveis”. Enquanto as linhas gerais do programa do republicano são conhecidas, pouco se sabe sobre as pessoas que integrarão o governo em seu novo mandato.

    Poucos nomes foram mencionados, como os de Elon Musk, o homem mais rico do mundo e empresário excêntrico, e Robert F. Kennedy Jr., um conhecido ativista antivacina. A equipe de transição de Trump afirmou na quarta-feira que “nos próximos dias e semanas” o presidente eleito selecionará as “melhores pessoas”.

    O novo mandato, e graças ao forte apoio obtido nas urnas, promete ter menos obstáculos. Uma liberdade com a qual o republicano parece que dará uma guinada radical a respeito das políticas de Biden. Uma das possíveis medidas é o fim da ajuda militar de bilhões de dólares que o atual presidente destinou à Ucrânia desde 2022 para a defesa contra a invasão das tropas russas.

    Trump sugeriu diversas vezes que pressionará Kiev a fazer concessões territoriais ao presidente russo, Vladimir Putin, um homem que ele elogiou abertamente, e assim acabar com o conflito. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, conversou com Trump na quarta-feira para parabenizá-lo e pedir apoio para uma “paz justa”.

    Com o retorno do republicano à Casa Branca, as políticas climáticas também darão uma guinada de 180 graus, ou simplesmente desaparecerão. Como negacionista das mudanças climáticas, ele parece estar disposto a desfazer todas as medidas que Biden adotou nesta área.

    *Com informações da AFP e EFE
    Publicado por Carolina Ferreira

    Fonte: Jovem Pan News

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