Influenciadores digitais receberam valores significativos por meio do Perse, gerando questionamentos sobre os critérios de concessão
A Receita Federal divulgou uma lista com mais de 10.000 empresas que foram beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), referente ao período de janeiro a agosto deste ano. Entre os nomes mais destacados, estão os influenciadores digitais Felipe Neto e Virgínia Fonseca, que, por meio de suas empresas, receberam valores expressivos.
A Play9 Serviços de Mídia, Comunicação e Produções LTDA, empresa de Felipe Neto, recebeu R$ 14,3 milhões, enquanto a Virgínia Influencer LTDA, de Virgínia Fonseca, obteve R$ 4,5 milhões. Esses valores têm gerado questionamentos sobre a adequação de empresas do setor digital ao Perse, criado para apoiar setores mais afetados pela pandemia, como o de eventos presenciais.
Os números vieram à tona em um momento em que o governo federal discute um pacote de corte de gastos, o que tem aumentado a atenção sobre o uso de recursos públicos e os critérios para a concessão dos benefícios fiscais. A lista de beneficiados inclui uma ampla variedade de empresas, o que levanta preocupações sobre a transparência e a justiça na distribuição dos recursos.
Implicações para políticas fiscais
O caso de Felipe Neto e Virgínia Fonseca expõe a necessidade de estabelecer critérios mais claros e transparentes na concessão de benefícios fiscais. Sem uma definição mais rigorosa, os recursos destinados à recuperação econômica podem ser vistos como favorecimento ou utilizados de maneira inadequada, o que comprometeria a credibilidade do programa.


