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    PF afirma que Bolsonaro redigiu, ajustou e “enxugou” a minuta do golpe

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    Polícia Federal aponta envolvimento de Bolsonaro e militares em plano golpista e assassinatos de líderes políticos

    A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro redigiu e ajustou a chamada “minuta do golpe”, um decreto que visava a intervenção no Poder Judiciário, com o objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e convocar novas eleições. A investigação, divulgada nesta terça-feira (19), revelou também que um grupo de elite militar teria planejado um golpe de Estado, incluindo atentados contra as vidas de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Envolvimento de Bolsonaro e militares

    De acordo com a PF, Bolsonaro se reuniu no dia 9 de dezembro de 2022 com o general Estevam Cals Theofilo, então comandante do Exército, para discutir apoio militar à execução do golpe. Mensagens recuperadas dos aparelhos de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, mostram que o ex-presidente editou a minuta do decreto golpista, deixando-o mais conciso.

    Em uma das mensagens, Mauro Cid informou ao general Freire Gomes, comandante do Exército à época, que Bolsonaro estava sob “pressões para tomar uma medida mais pesada” por parte de deputados aliados, evidenciando o contexto de incitação à ação ilegal.

    Operação Contragolpe e prisões

    Na terça-feira, a PF deflagrou a Operação Contragolpe, com o intuito de desarticular a organização criminosa. A ação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e desvendou o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que não só incluía o golpe de Estado, mas também o assassinato de líderes políticos.

    Entre os presos estão:

    • Coronel Hélio Ferreira Lima: ex-comandante da 3ª Companhia de Forças Especiais, destituído do cargo em fevereiro de 2023.
    • Mário Fernandes: general reformado e ex-ministro interino da Secretaria-Geral, assessor do deputado Eduardo Pazuello.
    • Rafael Martins de Oliveira: major do Exército, acusado de negociar R$ 100 mil para financiar manifestantes em Brasília.
    • Major Rodrigo Bezerra de Azevedo.
    • Wladimir Matos Soares: policial federal.

    Além das prisões, a operação incluiu três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

    Conclusão

    As investigações apontam que Bolsonaro esteve diretamente envolvido em atos ilegais, o que aumenta as implicações criminais contra ele e seu círculo próximo. A PF segue apurando os detalhes sobre o alcance do plano golpista e as responsabilidades envolvidas.

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