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    InícioMato Grosso do SulA pior forma de morrer é trabalhando, mostram tragédias em MS

    A pior forma de morrer é trabalhando, mostram tragédias em MS

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    Ocupações rurais, construção civil e eletricistas lideram as estatísticas de fatalidades no trabalho

    Casos frequentes de mortes no trabalho, especialmente em ocupações rurais, na construção civil e entre eletricistas, evidenciam os riscos enfrentados por trabalhadores em Mato Grosso do Sul. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam 333 mortes no estado entre 2014 e 2021, sendo os setores rurais os mais atingidos, com 75 óbitos.

    Tragédias recentes

    Entre os episódios recentes mais impactantes está o de José Donizete de Medeiros, de 60 anos, que morreu após ser puxado por uma máquina de triturar cana em uma propriedade rural de Três Lagoas. Outro caso envolve um trabalhador de 45 anos que morreu eletrocutado ao cortar o fio de uma betoneira com os dentes, em Campo Grande.

    Em 2023 e 2024, o número de mortes no trabalho continua preocupante, com dois registros no ano passado e oito neste ano. Acidentes incluem soterramentos, choques elétricos e prensamentos, mostrando a necessidade de medidas mais eficazes de segurança.

    Responsabilidade e prevenção

    O advogado trabalhista Pedro Espinosa destaca que atividades em altura, com maquinário pesado ou substâncias perigosas apresentam riscos elevados. Ele enfatiza a responsabilidade das empresas em prevenir acidentes por meio de treinamentos, fiscalização, fornecimento de EPIs e monitoramento constante das condições de trabalho.

    Empregadores podem ser responsabilizados civil e criminalmente em casos de negligência, incluindo pagamento de indenizações às famílias das vítimas e penalidades administrativas.

    Direitos das famílias

    A família de trabalhadores mortos em serviço tem direito a acerto rescisório, pensão por morte acidentária e, em casos de responsabilidade empresarial, pode buscar na Justiça ressarcimento de despesas e indenizações.

    Panorama

    Entre 2014 e 2021, setores como indústria (68 mortes), transporte (58), comércio (53) e construção civil (35) também registraram números significativos de fatalidades no estado. Especialistas reforçam a necessidade de maior fiscalização e políticas preventivas para mitigar os riscos e garantir condições dignas de trabalho.

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