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Estado

Por reivindicações diferentes, 3 rodovias são fechadas

Movimentos reivindicam respostas do governo e melhorias para acampados e comunidades indígenas Na manhã desta segunda-feira (25), manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru bloquearam três importantes rodovias em Mato Grosso do Sul. As interdições ocorrem na BR-262, entre Anastácio e Miranda; na MS-384, entre Antônio […]
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 25/11/2024 - 09:25 | Meu MS News
Por reivindicações diferentes, 3 rodovias são fechadas
Foto: Divulgação

Movimentos reivindicam respostas do governo e melhorias para acampados e comunidades indígenas

Na manhã desta segunda-feira (25), manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru bloquearam três importantes rodovias em Mato Grosso do Sul. As interdições ocorrem na BR-262, entre Anastácio e Miranda; na MS-384, entre Antônio João e Ponta Porã; e na MS-156, entre Dourados e Itaporã.

Reivindicações do MST

Segundo Zeca, integrante da Direção Estadual do MST, o grupo exige terras, crédito e alimentação para as famílias acampadas, muitas das quais aguardam há mais de 16 anos por novos assentamentos. “Estamos há dois anos de governo progressista e ainda nossas famílias não tiveram respostas concretas. O Incra-MS precisa apresentar uma solução imediata”, afirmou.

O movimento estima que cerca de 800 pessoas participam dos bloqueios e pedem a presença do presidente do Incra-MS, Paulo Roberto da Silva, que declarou estar em contato com os líderes do MST para agendar uma reunião.

Protestos indígenas

Indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru também participam das manifestações, denunciando a falta d’água na reserva de Dourados. O grupo ameaça intensificar os protestos fechando o anel viário e o acesso ao Hospital da Missão Caiuá.

A falta de água na reserva, onde vivem cerca de 20 mil pessoas, foi criticada pelo governador Eduardo Riedel, que classificou a situação como “vergonha”. Durante o lançamento de um programa voltado às comunidades indígenas, Riedel prometeu resolver o problema até o fim de seu mandato, mas destacou que Dourados ficou de fora das cidades inicialmente contempladas pelo projeto.

“É inaceitável que ainda enfrentemos essa situação. Vamos buscar recursos, parcerias como a da Itaipu, e garantir dignidade à população”, afirmou o governador.

Impacto e segurança

As manifestações bloqueiam totalmente as vias, sem previsão de liberação, afetando o trânsito nas regiões. As polícias Rodoviária Federal e Militar Rodoviária estão monitorando os protestos para garantir a segurança nas rodovias.

No bloqueio da MS-384, cerca de 400 pessoas estão no local, impedindo qualquer circulação, inclusive por estradas vicinais. O movimento reforça a importância de sua luta, que envolve demandas estruturais e sociais de longa data.

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Edição:
Redação Meu MS News
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