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    Presidente sul-coreano perde apoio do próprio partido em processo de impeachment

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    Diante do temor de que o presidente tente aplicar uma segunda lei marcial, os deputados da oposição decidiram acampar no plenário até a votação do pedido de destituição no sábado (7)

    O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, está mais perto do que nunca da destituição, depois de perder o apoio de seu partido, que o considera um “perigo” para o país, na véspera da votação do impeachment no Parlamento por sua tentativa de impor a lei marcial. Diante do temor de que o presidente tente aplicar a medida novamente, os deputados da oposição decidiram acampar no plenário até a votação do pedido de destituição no sábado (7), previsto para as 19H00 (7H00 de Brasília).

    “Com a votação de impeachment programada para amanhã (sábado), as horas que antecedem o processo são extremamente delicadas”, afirmou nesta sexta-feira o líder da oposição, Lee Jae-myung, em uma entrevista à AFP. A polícia prevê o comparecimento de “dezenas de milhares” de manifestantes no sábado diante do Parlamento e no centro de Seul para exigir a saída do impopular presidente conservador, que não é visto em público desde quarta-feira.

    Os organizadores dos protestos acreditam na participação de 200.000 manifestantes. Yoon Suk Yeol perdeu o apoio de todos os lados depois de decretar, na noite de terça-feira, para espanto geral, a lei marcial, medida que foi obrigado a revogar algumas horas depois devido à pressão dos deputados e das ruas. Sua legenda, o Partido do Poder Popular (PPP), retirou o apoio ao presidente, apesar de ter afirmado na quinta-feira que era contra o impeachment.

    “Se o presidente Yoon continuar no cargo de presidente, há risco significativo de que ações extremas similares à declaração de lei marcial se repitam, o que colocaria a República da Coreia e seus cidadãos em grande perigo”, declarou o líder do PPP, Han Dong-hoon.

    Ele também citou “indícios confiáveis” de que Yoon ordenou a detenção de “políticos importantes” durante as horas de vigência da lei, período em que 280 soldados tentaram assumir o controle do Parlamento. Um deputado da oposição, Jo Seung-lae, disse nesta sexta-feira que os soldados tentaram deter o líder da oposição Lee Jae-myung, o presidente do Parlamento, Woo Won-shik, e o próprio Han Dong-hoon.

    “Estamos recebendo várias informações sobre uma segunda lei marcial. Até a votação do impeachment, no sábado, todos os membros do Partido Democrata permanecerão no edifício principal da Assembleia Nacional”, anunciou Jo. “As pessoas podem acreditar que o exército e a polícia hesitariam em apoiar uma segunda tentativa, mas Yoon poderia aproveitar brechas legais para tentar novamente”, afirmou o líder da oposição Lee Jae-myung.

    Ônibus e outros veículos estavam estacionados na esplanada ao redor do Parlamento para impedir que helicópteros das forças especiais pousem na área, como fizeram na terça-feira. O ministro interino da Defesa, Kim Seon-ho, negou os rumores sobre uma nova lei marcial. “É completamente falso”, disse.

    Se o presidente Yoon não renunciar antes, o Parlamento unicameral se reunirá no sábado à noite para votar sobre sua destituição. São necessários 200 votos do total de 300 deputados para aprovar a medida. O PPP tem 108 cadeiras, contra 192 da oposição, que precisa do apoio de pelo menos oito deputados do partido do presidente.

    Caso o processo de impeachment siga adiante, Yoon, um ex-promotor de Justiça que virou presidente em 2022, ficará suspenso de maneira provisória, enquanto aguarda um veredicto da Corte Constitucional. Se o tribunal validar a destituição, o país terá novas eleições presidenciais em um prazo de 60 dias. O governo interino seria comandado pelo primeiro-ministro Han Duck-soo.

    A popularidade de Yoon Suk Yeol, que também é investigado por “rebelião”, caiu para 13%, segundo uma pesquisa do instituto Gallup publicada nesta sexta-feira. Ao anunciar a lei marcial na terça-feira, o presidente, que enfrenta uma dura oposição parlamentar devido aos orçamentos do próximo ano, justificou a medida pelas “ameaças que representam as forças comunistas da Coreia do Norte” e devido aos “elementos antiestatais que roubam a liberdade e a felicidade do povo”.

    O exército e a polícia cercaram o Parlamento após o anúncio, mas 190 deputados conseguiram entrar no local e votaram, por unanimidade, uma moção contra a lei marcial, enquanto seus assessores impediram o avanço dos soldados no plenário criando barreiras atrás das portas com móveis. Ao mesmo tempo, milhares de manifestantes se reuniram diante da Assembleia para exigir a renúncia do presidente, que revogou a lei marcial na madrugada de quarta-feira.

    *Com informações da AFP
    Publicado por Victor Oliveira 

    Fonte: Jovem Pan News

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