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    Racha no PL, fracasso do PT e consagração do PP e do moribundo PSDB em MS

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    Os partidos políticos foram testados em 2024, quando foram eleitos vereadores e prefeitos em todo Brasil. A eleição é o início do projeto considerado mais importante para os partidos, que acontecerá em 2026, quando são escolhidos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente.

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    A eleição municipal é considerada de extrema importância porque mexe com a base eleitoral dos políticos, principalmente nas cidades menores, caso de Mato Grosso do Sul, onde a maior parte dos empregos vêm do serviço público, o que geralmente tem grande influência no resultado da eleição.

    O ano de 2024 foi de confusão para o partido com o maior número de deputados federais no Brasil, o Partido Liberal (PL). É pelo número de deputados federais que são definidos o tempo de televisão nas campanhas e o valor a ser repassado para os partidos políticos. Neste cenário, o PL é o maior do Brasil, por ter conseguido eleger 99 deputados na eleição de 2022.

    O sucesso no País não se repetiu no Estado, onde o partido foi atropelado por um acordo de Jair Bolsonaro (PL) com o PSDB, comandado por Reinaldo Azambuja em Mato Grosso do Sul. O partido abriu mão de concorrer em diversos municípios após o acordo, em troca de um apoio de Bolsonaro ao deputado federal Beto Pereira (PSDB), na disputa em Campo Grande.

    Bolsonaro e Reinaldo não conseguiram eleger Beto Pereira e o PL acabou conquistando cinco, das 17 prefeitura disputadas. A previsão inicial era de 40 candidaturas. Isso antes da saída de Marcos Pollon da presidência estadual. Ele foi trocado após a união de Bolsonaro e Reinaldo.

    O partido também ficou marcado pela briga entre as principais lideranças no processo de escolha de quem seria o candidato do partido na Capital. A luta acabou sendo em vão, visto que Bolsonaro boicotou o grupo ao fechar com o PSDB.

    PSDB

    O número de prefeituras conquistadas pelo PL foi bem inferior ao realizado pelo PSDB, que chegou a 44 prefeitos eleitos, se mantendo como o maior partido do Estado, ainda que esteja com os dias contados.

    O sucesso no Estado não é o mesmo do País, onde o partido não elegeu quantidade significativa de deputados, ficando apenas com 13, que soma-se aos cinco do Cidadania, eleitos na federação dos partidos. A previsão é de que até março o partido defina com que partido fará fusão para a sobrevivência.

    Como ponto negativo para o PSDB no Estado, a derrota em Campo Grande, com Beto Pereira. A derrota na Capital custou ao partido a perda de território, considerando número de habitantes. A vitória de Adriane Lopes (PP) fez o Partido Progressista ultrapassar o PSDB no controle em MS. O PSDB elegeu 44 prefeitos, contra 16 do PP. Todavia, considerando o número de habitantes, o PP ultrapassou o PSDB. Com a vitória na Capital, o PP chegou a 43,23% dos eleitores, contra 40,82% do PSDB.

    PP e o efeito Tereza

    A eleição deste ano destacou, mais uma vez, a liderança da senadora Tereza Cristina (PP), presidente estadual do partido e vice-presidente nacional. O PP elegeu 16 prefeitos, mas teve como principal destaque a vitória na Capital, onde Tereza liderou Adriane, que conseguiu, inclusive, derrotar a parceria de Bolsonaro e Reinaldo. O troco foi uma questão de honra para o PP, que foi traído por Bolsonaro. O ex-presidente prometeu apoiar Adriane no primeiro turno, mas recuou, após fechar com Reinaldo.

    O PP termina a eleição como o segundo maior partido do Estado, se considerado o número de prefeituras. Entretanto, por conta da força de Tereza, o partido deve ser o maior beneficiado com a fusão do PSDB, recebendo, não só prefeitos, mas também deputados, que já sinalizaram desejo de filiação.

    PT em baixa

    O Partido dos Trabalhadores, segundo maior do País, com 80 deputados eleitos na federação com o PSOL, não elegeu nenhum prefeito em Mato Grosso do Sul, assim como na eleição de 2020.

    O partido não conseguiu aproveitar a influência de Lula na presidência sequer para garantir a reeleição do único prefeito do partido no Estado. João Alfredo, prefeito de Ribas, deixou o PSOL para tentar a reeleição no PT, mas acabou sendo derrotado.

    MDB respira

    O MDB, liderado por André Puccinelli, correu risco de sumir em Mato Grosso do Sul, mas o ex-governador conseguiu se articular em tempo de manter o partido entre os maiores do Estado.

    Puccinelli se acertou com o PSDB e freou a investida tucana no partido, com a promessa de não enfrentar Eduardo Riedel em 2026. Após as articulações, o partido, que já foi o maior do estado quando Puccinelli governava, ficou com a terceira posição no número de prefeitos eleitos, com o sucesso nas urnas de 10 dos 26 candidatos.

    PSD

    O PSD, liderado por Nelsinho Trad, foi marcado pela briga dele com candidatos do partido. Em São Gabriel do Oeste, a confusão foi parar na justiça. Nelsinho não queria candidato próprio, mas o diretório municipal, sim. Os filiados insistiram e venceram a eleição. Depois, fecharam acordo com Nelsinho para garantir a posse. No final, o partido conseguiu eleger  três de oito candidatos, em um aproveitamento de 37,5%.

    União Brasil

    Terceiro maior partido do País, o União Brasil não conseguiu eleger nenhum prefeito. Ficou no quase, com a chegada de Rose Modesto ao segundo turno em Campo Grande.

    PSB

    O PSB, liderado pelo deputado estadual Paulo Duarte, também marcou presença na eleição de prefeitos, com a vitória de Dr. Gabriel em Corumbá.

    Fonte: Investiga MS

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