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Segunda-feira, 6 Abril, 2026
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    Após flagrante, promotor pede cassação de vereador no interior

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    O promotor do Ministério Público Eleitoral, Rodrigo Corrêa Amaro, solicitou a cassação do mandato do vereador eleito em Corumbá, Matheus Cazarin (PSB). A irmã do vereador foi flagrada com dinheiro e nome de pessoas durante a campanha eleitoral deste ano.

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    No entendimento do promotor, “o numerário contido nos recibos não tinha o escopo de demonstrar a prestação de serviços para ato de campanha do representado, e sim para a obtenção direta de votos do eleitorado, porquanto não há registro de despesa desse importe com pessoal na prestação de contas do candidato”.

    Na avaliação do promotor, não importa que o vereador alegue que não entregou e nem prometeu dinheiro diretamente a eleitores. “O fato é que Matheus arquitetou junto a irmã, Laura Cristinne Vieira Pereira Guedes, e demais lideranças, o expediente ilícito com o fim específico de obter os votos, e tais condutas somente ocorreram graças à participação e anuência do representado – inclusive tomando conhecimento e registrando os eleitores cooptados, eis que responsável pela transferência do dinheiro para a sua ajudante”, denunciou.

    O caso

    No dia 25 de setembro, a Polícia Federal flagrou uma mulher de 43 anos em atitude suspeita no Município de Corumbá. Ela foi levada à delegacia após denúncia, seguida de indícios de irregularidades.

    A mulher foi flagrada com 172 folhas de recibos preenchidos a mão, R$ 3.650,00 em espécie e divididos nominalmente; 79 folhas com dados de pessoas como nome, endereço, bairro, título eleitoral.

    Durante a abordagem, a mulher , que não teve o nome divulgado, informou ser irmã do candidato a vereador em Corumbá, Matheus Cazarin (PSB).

    Os policiais flagraram duas mulheres deixando uma residência em um carro adesivado com a propaganda eleitoral do candidato. Uma delas passou por dois endereços diferentes. Em uma das casas, uma pessoa saiu da residência e assinou o que seria, na avaliação da polícia, um recibo.

    Na abordagem, a mulher disse ser irmã do candidato e confirmou que tinha uma quantia em dinheiro no carro, sem saber informar quanto. Ela disse que estava fazendo o pagamento de cabos eleitorais do irmão, Matheus Cazarin.

    A suspeita disse que os contratados fazem entrega de panfletos, agitação de bandeiras e postagens nas redes sociais, ao custo que varia de R$ 50 a R$ 300. A mulher e o material foram encaminhados para Polícia Federal, que investiga o caso.

    Fonte: Investiga MS

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