spot_img
Quarta-feira, 4 Fevereiro, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalLíbano elege comandante-chefe do exército como o novo presidente do país

    Líbano elege comandante-chefe do exército como o novo presidente do país

    Publicado há

    spot_img

    Cristão maronita, Joseph Aoun se tornou o candidato de consenso depois de liderar o exército, num país que vive um conflito devastador entre o movimento terrorista Hezbollah e Israel

    Joseph Aoun, comandante-chefe do exército do Líbano, foi eleito presidente da República em votação no Parlamento nesta quinta-feira (9), encerrando mais de dois anos de vacância no cargo. O general, que completa 61 anos nesta sexta-feira (10) e não tem experiência anterior como político, foi eleito no segundo turno da votação na Câmara, na qual obteve o apoio de 99 dos 128 deputados que votaram. Aoun sucede o presidente Michel Aoun, com quem não tem parentesco.

    A primeira votação, horas antes, não foi bem-sucedida, mas depois disso o general se reuniu com representantes dos movimentos terroristas Hezbollah e Amal, e a situação foi desbloqueada. “Hoje começa uma nova era na história do Líbano”, declarou Aoun após fazer o juramento de posse no Parlamento, sob os aplausos dos parlamentares.

    Cristão maronita, Joseph Aoun se tornou o candidato de consenso depois de liderar o exército, uma das instituições mais respeitadas do país, minado por uma profunda crise política durante anos e, mais recentemente, pelo conflito devastador entre o movimento terrorista Hezbollah e Israel, que teve o seu auge entre setembro e novembro. Nesta quinta-feira (9), ele se comprometeu a respeitar o acordo de trégua com Israel e garantiu que o Estado a partir de agora terá “o monopólio das armas”.

    Vários países saudaram esta eleição. O presidente em fim de mandato dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou que Aoun é o “líder adequado” para o Líbano, enquanto seu homólogo francês, Emmanuel Macron, considerou que o pleito “abre caminho para reformas”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, parabenizou o novo presidente e instou à “formação rápida de um novo governo”. A Espanha avaliou que a eleição de Aoun abre “novas perspectivas para a estabilidade e a prosperidade do país”, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu o momento como “uma ocasião de esperança”.

    O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse que espera que o novo presidente traga “estabilidade” ao país vizinho. O Irã, por sua vez, considerou essa eleição como “um sucesso para todo o Líbano”, “fruto de um acordo e consenso entre a maioria dos grupos e partidos libaneses”.

    Analistas estimam que a candidatura de Joseph Aoun, apoiado por potências como Estados Unidos e Arábia Saudita, foi impulsionada pelo papel fundamental do exército na implementação do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, que entrou em vigor em 27 de novembro. O acordo de cessar-fogo prevê o posicionamento do Exército libanês no sul do país à medida que o Exército israelense se retira das áreas que ocupou durante o conflito.

    Já o Hezbollah deve retirar seus homens ao norte do rio Litani, que delimita o sul do Líbano, e desmantelar sua infraestrutura militar nesta parte do país, que tem sido seu reduto há décadas. O Hezbollah, um importante ator político no Líbano desde a década de 1980, foi significativamente enfraquecido por dois meses de guerra aberta com Israel, que em setembro matou seu líder histórico Hassan Nasrallah em um bombardeio em Beirute.

    O grupo terrorista libanês também foi enfraquecido pela queda do presidente sírio Bashar al Assad no início de dezembro. O Líbano tem um sistema presidencialista, mas os poderes do chefe de Estado foram consideravelmente reduzidos pelo acordo de Taef, que encerrou a guerra civil de 1975-1990. O mesmo acordo fortaleceu os poderes do conselho de ministros, chefiado por um muçulmano sunita.

    O novo presidente também assumirá a tarefa de nomear um novo primeiro-ministro, que deverá conquistar a confiança da comunidade internacional e implementar reformas urgentes para reacender a economia e reconstruir o sul do país.

    *Reportagem produzida com auxílio de IA e informações da AFP

    Publicado por Carol Santos

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Meio/Ideia: Flávio cresce e empata tecnicamente com Lula no 2º turno

    Lula tem 45,8% contra 41,1% de Flávio. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos

    A provável escalação do Barcelona contra o Mallorca por LaLiga 2025/26

  • Após avançar na Copa do Rei, Barcelona volta a defender a liderança do Campeonato Espanhol
  • Lei do licenciamento ambiental entra em vigor em meio a ações no STF

    Partidos políticos e entidades da sociedade civil questionam no Supremo a constitucionalidade de artigos da Lei Geral; texto de autoria da Câmara foi sancionado por Lula com vetos

    Marinho diz que Bolsonaro está ‘tranquilo’ com chance de perder patente

    O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta quarta-feira (4) que o ex-presidente Jair...

    Relacionado

    Democracia retrocede em EUA, Rússia e China, diz relatório

    Human Rights Watch divulgou relatório anual sobre Direitos Humanos

    Rússia diz que guerra continuará até que Ucrânia aceite os seus termos

    Exigências incluem controle total do Donbas, congelamento das frentes de combate e veto permanente à presença da OTAN na Ucrânia

    Trump pede aos americanos que virem a página do caso Epstein

    Apelo do presidente dos EUA acontece após nova divulgação de documentos sobre o escândalo, que provocou uma investigação contra o ex-embaixador do Reino Unido em Washington Peter Mandelson