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    Mauro Cid mudou versão de depoimento após Moraes ameaçar anular delação

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    Ministro do STF enfatizou a responsabilidade do ex-ajudante de ordens em fornecer informações verdadeiras e completas, destacando que sua colaboração deveria ser genuína

    A divulgação do conteúdo da colaboração premiada de Mauro Cid trouxe à tona mudanças significativas em seu depoimento sobre a suposta trama golpista. Durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes pressionou Cid, ameaçando-o com a possibilidade de prisão e a anulação do acordo de colaboração, o que o levou a alterar sua narrativa. Cid revelou que uma reunião realizada em novembro de 2022 na residência do general Braga Netto tinha como propósito criar um “caos social” que justificasse uma intervenção das Forças Armadas, com o intuito de manter Jair Bolsonaro no poder.

    Essa nova declaração contrasta com sua versão anterior, que descrevia o encontro apenas como uma reunião entre militares. O depoente também modificou sua versão sobre a saída de outros tenentes-coronéis da reunião, afirmando que foi Braga Netto quem solicitou que ele se retirasse, por sua proximidade com Jair Bolsonaro. Essa mudança de relato levanta questões sobre a veracidade de suas declarações anteriores e a dinâmica do encontro. Além disso, Cid revisou sua explicação sobre mensagens que mencionavam um pedido de R$ 100 mil, que antes eram tratadas como uma brincadeira.

    Durante a audiência, ele alegou que acreditava que o valor seria destinado a ações contra Moraes, incluindo planos de prisão ou assassinato, sob o codinome “Punhal Verde Amarelo”. Ele também mencionou que tentou obter o dinheiro com a direção do PL, mas não teve sucesso, enquanto Braga Netto conseguiu o montante com apoio do “pessoal do agro”.

    O ministro Moraes ressaltou que as inconsistências nos depoimentos de Cid poderiam resultar em sua prisão e na rescisão do acordo de colaboração, o que também teria implicações para sua família. Moraes enfatizou a responsabilidade de Cid em fornecer informações verdadeiras e completas, destacando que sua colaboração deveria ser genuína.

    Após a apresentação das novas informações por Cid, a Procuradoria-Geral da República decidiu recuar do pedido de prisão e sugeriu a continuidade do acordo de colaboração, indicando que a situação ainda está em desenvolvimento e que as implicações legais para Cid e outros envolvidos permanecem em aberto.

    *Reportagem produzida com auxílio de IA
    Publicado por Fernando Dias

    Fonte: Jovem Pan News

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