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    Casa Branca ameaça ‘abrir as portas do inferno’ contra cartéis de droga mexicanos

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    EUA classificaram, como organizações ‘terroristas globais’ seis grupos mexicanos: o cartel de Sinaloa, Jalisco Nova Geração, Cartéis Unidos, o Cartel do Nordeste, o cartel do Golfo e a Nova Família Michoacana

    A Casa Branca ameaçou, nesta sexta-feira (21), os cartéis de drogas mexicanos, afirmando que eles “estão de sobreaviso” e ameaçou “abrir as portas do inferno” contra eles para garantir a segurança na fronteira com o México. O presidente Donald Trump declarou guerra aberta contra essas organizações, responsabilizando-as pela produção de fentanil, um opioide sintético que tem sido responsável por um número alarmante de mortes por overdose nos Estados Unidos.

    “Vamos abrir os portões do inferno contra os cartéis. Já é o bastante. Estamos protegendo nossa fronteira e os cartéis estão avisados”, declarou o conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, Mike Waltz, em uma convenção perto de Washington. Waltz reiterou que os cartéis foram devidamente informados sobre a postura dos EUA em relação à proteção de sua fronteira. “Vocês viram imagens do Exército mexicano fazendo patrulhas conjuntas com nossa alfândega e polícia de fronteira e nosso Exército para proteger a fronteira dos EUA, porque sem uma fronteira, você não tem um país e não tem soberania”, completou.

    O governo norte-americano classificou, nesta semana, como organizações “terroristas globais” seis grupos mexicanos: o cartel de Sinaloa (fundado nos anos 1980 por Joaquín “El Chapo” Guzmán e Ismael “El Mayo” Zambada), o cartel Jalisco Nova Geração, Cartéis Unidos, o Cartel do Nordeste, o cartel do Golfo (também conhecido como CDG, a organização de Osiel Cárdenas Guillén) e a Nova Família Michoacana. Além disso, acrescentou à lista a gangue M-13 (ou Mara Salvatrucha) e o Tren de Aragua, grupo criado na Venezuela.

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou que essas designações são fundamentais para desmantelar as conexões com cidadãos americanos. Ele também ressaltou que a utilização de força militar será avaliada conforme a evolução da situação. O governo mexicano, por sua vez, manifestou sua disposição para colaborar, mas deixou claro que não aceitará qualquer forma de subordinação.

    A presidente do México, Claudia Sheinbaum, enfatizou que a cooperação deve ocorrer em um espírito de coordenação, evitando qualquer tipo de interferência ou invasão. Em resposta à crescente preocupação com o narcotráfico, o México mobilizou 10 mil soldados para a fronteira, além de manter um diálogo constante entre autoridades de alto escalão dos dois países para abordar a questão do combate ao tráfico de drogas.

    *Reportagem produzida com auxílio de IA

    Publicado por Carol Santos

    Fonte: Jovem Pan News

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