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Terça-feira, 10 Fevereiro, 2026
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    Empresário é preso por mentir à CPI das Bets no Senado

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    Daniel Pardim negou conhecer sócia investigada por lavagem de dinheiro e foi detido por falso testemunho

    A CPI das Apostas Esportivas, conhecida como CPI das Bets, determinou nesta terça-feira (29) a prisão em flagrante do empresário Daniel Pardim Tavares Lima. A decisão foi tomada após ele mentir em depoimento no Senado, segundo a relatora da comissão, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), e confirmada pelo presidente do colegiado, senador Dr. Hiran (PP-RR).

    Pardim afirmou que não conhece Adélia de Jesus Soares, ex-BBB e sua sócia na empresa Peach Blossom River Technology. A empresa faz parte da estrutura da Payflow, companhia que presta serviços para sites de apostas e está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. A suspeita envolve lavagem de dinheiro e envio ilegal de recursos ao exterior.

    “Ele mentiu desde o começo. Ninguém abre sociedade com quem não conhece. Isso é um desrespeito ao Senado”, disse Soraya. A senadora ainda destacou que Pardim teve várias chances para esclarecer os fatos, mas preferiu manter as mentiras.

    A Polícia Legislativa ficou responsável por formalizar o auto de prisão. A comissão também ordenou que Adélia Soares seja conduzida coercitivamente para depor, já que não compareceu após ser convocada. Ela é advogada da influenciadora Deolane Bezerra, que também ignorou a CPI em outra ocasião.

    Durante a sessão, houve bate-boca entre parlamentares e advogados de Pardim. Soraya relatou ter sido acusada de abuso de autoridade, mas afirmou que agiu dentro da legalidade. Já o senador Marcos Rogério (PL-RO) criticou os defensores por atrapalharem o depoimento. Ele lembrou que, como testemunha, Pardim poderia se calar, mas não mentir.

    A senadora também questionou quem está pagando os advogados do empresário. Pardim inicialmente se negou a responder. Depois, alegou que os advogados atuavam de forma gratuita, o que Soraya classificou como mais uma mentira.

    Senadores como Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) sugeriram que Pardim seja apenas um “laranja” em esquemas ligados às apostas. Eles apontaram que o empresário aparece como sócio de várias empresas, inclusive fora do Brasil.

    A defesa repudiou a prisão, chamando-a de arbitrária e ilegal. Segundo os advogados, a CPI violou o direito ao silêncio garantido pelo STF. Eles afirmaram que medidas judiciais serão tomadas.

    Instalada em novembro de 2024, a CPI das Bets apura irregularidades no setor de apostas esportivas, que só passou a ter regulamentação oficial em janeiro de 2025. A comissão investiga ligações entre casas de apostas e organizações criminosas e pretende propor novas leis para proteger os consumidores.

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