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    Facção ligada ao PCC lucrou R$ 5,4 milhões por mês com jogo do bicho em MS

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    Chefiado por Henrique “Macaulin”, grupo MTS teve sede em três imóveis de luxo em Campo Grande entre 2021 e 2024

    Liderada por Henrique Abraão Gonçalves da Silva, conhecido como “Macaulin” ou “Rico”, a organização criminosa MTS movimentava cerca de R$ 5,4 milhões mensais com o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Com vínculos com o PCC (Primeiro Comando da Capital), o grupo atuou com sedes em três apartamentos de alto padrão em Campo Grande entre 2021 e 2024.

    Henrique é apontado como braço de Marcos Willian Herbas Camacho, o “Marcola”, no Estado. Segundo investigações, sua missão era expandir a exploração de apostas eletrônicas comandadas pela facção paulista. Durante esse processo, chegou-se a oferecer uma recompensa de R$ 100 mil por sua morte, segundo escutas telefônicas.

    As informações fazem parte da Operação Forasteiros, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em setembro de 2023. Além de “Rico”, foram presos Caio Borghetti Rino Guimarães, Jorge Luiz de Jesus Júnior (“Duda”), Márcio Macanhan (“Fábio”), Odiney de Jesus Leite Júnior (“Barba”), Ricardo Andrade Ferreira (que usava o nome falso “Jeferson”) e Ricardo França de Andrade. Todos continuam presos, sem decisão favorável à soltura.

    A estrutura criminosa se instalou inicialmente no Centro Empresarial One Offices, mas teve o contrato rescindido em um mês devido ao intenso fluxo de pessoas. Depois, migrou para o Edifício Três Irmãos, na Rua Dom Aquino, e por fim, para o Residencial Green Life, na Avenida Nelly Martins. Com a pressão policial, o grupo passou a operar em pontos mais discretos nos bairros Guanandi, Caiobá e Santo Antônio.

    Henrique foi citado também em relatórios da Operação Successione. Em meio à guerra pelo controle do jogo do bicho no Estado, a rivalidade acirrou-se a ponto de colocarem sua “cabeça a prêmio”, inicialmente por R$ 50 mil, depois elevado a R$ 100 mil.

    As interceptações mostraram o papel estratégico de Odiney Leite Júnior, o “Barba”, responsável por garantir a segurança interna e evitar desvios financeiros. Ele também aliciava comerciantes para instalar máquinas caça-níqueis.

    Entre os demais presos, Caio Guimarães e Jorge Júnior eram líderes operacionais. Já Márcio Macanhan auxiliava nas decisões, enquanto Ricardo Andrade Ferreira usava identidade falsa e operava de outro estado. Ricardo França, por sua vez, era o elo entre Campo Grande e a cúpula do PCC em São Paulo, registrando bens em seu nome para ocultar patrimônio da facção.

    A defesa de alguns envolvidos prometeu se manifestar até terça-feira (10).

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