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Segunda-feira, 9 Fevereiro, 2026
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    InícioMato Grosso do SulSem provas, Justiça arquiva inquérito de execução ligada ao PCC na Capital

    Sem provas, Justiça arquiva inquérito de execução ligada ao PCC na Capital

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    Falta de provas impede denúncia contra nove suspeitos, mas caso pode ser reaberto se surgirem novas evidências

    A 15ª Promotoria de Justiça de Campo Grande determinou o arquivamento do inquérito que investigava nove suspeitos de envolvimento na execução brutal de dois homens encontrados carbonizados em julho de 2023, nos arredores do Aeroporto Internacional da Capital. O crime foi atribuído ao chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), após as vítimas terem supostamente trocado cocaína por gesso.

    De acordo com o Ministério Público, a decisão foi tomada com base na ausência de provas suficientes para oferecer denúncia formal, conforme previsto nos artigos 18 e 28 do Código de Processo Penal. No entanto, o caso poderá ser reaberto caso surjam novos elementos.

    Foram investigados: Ewerton Machado Alves, Diogo Guilherme da Silva Firmino, Cristiago Nunes Dutra, Cleber Laureano Rodrigues Medeiros, Tiago Ferreira da Silva, Cezar Augusto Rocha Gonçalves, Felipe de Lima Ferreira, Benjamim Pereira de Paula Santos e Everton Larrea Negrete. Parte dos nomes consta como mortos ou identificados posteriormente como vítimas em outras fases da investigação, o que dificultou a responsabilização judicial de todos os envolvidos.

    As vítimas, Marcelo dos Santos Vieira e Thiago Brumatti Palermo, foram localizadas dentro de um Ford Fiesta completamente queimado, em uma estrada da região do bairro São Conrado, local conhecido como ponto de “desova” de corpos. A apuração indicou que ambos participavam de uma rede de tráfico de cocaína que atuava na rota fronteiriça com destino a São Paulo. Eles teriam sido executados por enganar a facção com a entrega de 40 quilos de gesso no lugar da droga.

    Segundo a Polícia Civil, Marcelo e Thiago foram levados para um imóvel no Jardim Itamaracá, onde foram submetidos a um julgamento interno da facção, junto com outros três homens que também estavam marcados para morrer. Dois conseguiram escapar do carro em chamas, e um terceiro sobreviveu após ser esfaqueado ao fugir do veículo em movimento.

    Durante a investigação, nove pessoas foram indiciadas por crimes como homicídio qualificado, tentativa de homicídio, destruição de cadáver, tráfico de drogas e organização criminosa. Três chegaram a ser presos em estados diferentes, mas o inquérito foi encerrado por falta de provas robustas que sustentassem uma acusação formal.

    Apesar do arquivamento, a promotoria reforça que o processo pode ser retomado, caso surjam novos indícios ou testemunhos. O caso chamou a atenção pela crueldade das execuções e pela atuação coordenada de lideranças do PCC em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

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