spot_img
Domingo, 8 Fevereiro, 2026
More
    InícioMato Grosso do SulOperação Carbono Oculto revela distribuidora ligada ao PCC com filial fantasma em...

    Operação Carbono Oculto revela distribuidora ligada ao PCC com filial fantasma em MS

    Publicado há

    spot_img

    Em Iguatemi, uma empresa inativa em 2020 saltou para movimentar R$ 2,79 bilhões em um ano. A Polícia Federal aponta que o crescimento está ligado a traficantes de drogas e à lavagem de dinheiro do crime organizado. Os principais líderes do esquema estão foragidos.

    A Operação Carbono Oculto identificou um aumento suspeito no faturamento da Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool, em Iguatemi, Mato Grosso do Sul. A empresa, que estava inativa em 2020, movimentou R$ 2,79 bilhões em 2021. O caso, com efeito, chamou a atenção das autoridades e ampliou as investigações sobre a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis.

    De acordo com a Polícia Federal, o crescimento extraordinário da empresa está ligado à entrada de Daniel Dias Lopes, condenado por tráfico internacional de drogas. Além disso, a empresa recebeu o aporte financeiro de Mohamad Hussein, o “Primo”, e Roberto Lemos, o “Beto Louco”, apontados como líderes de um esquema de lavagem de dinheiro. A Justiça decretou a prisão dos três na semana passada, e eles seguem foragidos. A Interpol, por sua vez, já os incluiu na lista vermelha.

    A distribuidora, fundada em 1988, começou a movimentar valores altíssimos. Por isso, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) emitiu nove relatórios de inteligência financeira. Um deles aponta mais de 24 mil depósitos em dinheiro fracionado, totalizando R$ 31,7 milhões.

    O crescimento da empresa possibilitou a abertura de filiais em Porto Velho (RO), Iguatemi (MS) e Feira de Santana (BA). No entanto, vistorias da PF nesses endereços não localizaram nenhuma operação em funcionamento. “Todo esse volume de recursos não tinha lastro fiscal e vinha do tráfico internacional de drogas”, afirma o relatório.

    A Operação Carbono Oculto mobilizou 1,4 mil agentes para cumprir 315 mandados em oito estados, incluindo Mato Grosso do Sul, onde o esquema envolveu empresas em Dourados e sete em Iguatemi. As investigações apontam que o dinheiro de origem ilícita foi inserido em fintechs e fundos de investimento, o que dificultou o rastreamento e deu aparência de legalidade às operações.

    A PF, a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo reforçam que a atuação conjunta entre os órgãos é essencial para combater o pilar financeiro do crime organizado. O uso de fintechs e fundos imobiliários pelo PCC, por sua vez, representa uma mudança no perfil da lavagem de dinheiro, que agora se integra ao mercado financeiro formal.

    Últimas

    Ataques de Israel em Gaza: Mais de 72 mil palestinos mortos

    Ofensiva israelense já causou a morte de centenas de crianças e mulheres, mesmo após o cessar-fogo.

    Netanyahu se reunirá com Trump para discutir negociações com o Irã

    Primeiro-ministro israelense busca apoio dos EUA para limitar programa nuclear iraniano.

    Lula e Alckmin Aceleram Campanha e Miram Eleitores de Bolsonaro

    Em falas recentes, Lula cobra autocrítica do PT e Alckmin elogia agronegócio. Ambos já miram 2026.

    Ex-Ministro da Casa Civil Busca Canais de Notícia com Aquisição

    Objetivo é expandir acesso à informação, segundo fontes.

    Relacionado

    Sefaz-MS Implementa Código de Ética e Fortalece Comitê de Ética

    Nova resolução busca garantir integridade e transparência na atuação da Secretaria de Fazenda.

    Porto Murtinho Impulsiona Saúde, Infraestrutura e Turismo com Rota Bioceânica

    Cidade se prepara para o futuro com investimentos em diversas áreas e foco na rota bioceânica.

    Fundtur MS Mobiliza Trade Turístico para Proteger Crianças no Carnaval 2026

    Campanha visa garantir a segurança de crianças e adolescentes durante os festejos em MS.