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    Operação Carbono Oculto revela distribuidora ligada ao PCC com filial fantasma em MS

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    Em Iguatemi, uma empresa inativa em 2020 saltou para movimentar R$ 2,79 bilhões em um ano. A Polícia Federal aponta que o crescimento está ligado a traficantes de drogas e à lavagem de dinheiro do crime organizado. Os principais líderes do esquema estão foragidos.

    A Operação Carbono Oculto identificou um aumento suspeito no faturamento da Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool, em Iguatemi, Mato Grosso do Sul. A empresa, que estava inativa em 2020, movimentou R$ 2,79 bilhões em 2021. O caso, com efeito, chamou a atenção das autoridades e ampliou as investigações sobre a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis.

    De acordo com a Polícia Federal, o crescimento extraordinário da empresa está ligado à entrada de Daniel Dias Lopes, condenado por tráfico internacional de drogas. Além disso, a empresa recebeu o aporte financeiro de Mohamad Hussein, o “Primo”, e Roberto Lemos, o “Beto Louco”, apontados como líderes de um esquema de lavagem de dinheiro. A Justiça decretou a prisão dos três na semana passada, e eles seguem foragidos. A Interpol, por sua vez, já os incluiu na lista vermelha.

    A distribuidora, fundada em 1988, começou a movimentar valores altíssimos. Por isso, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) emitiu nove relatórios de inteligência financeira. Um deles aponta mais de 24 mil depósitos em dinheiro fracionado, totalizando R$ 31,7 milhões.

    O crescimento da empresa possibilitou a abertura de filiais em Porto Velho (RO), Iguatemi (MS) e Feira de Santana (BA). No entanto, vistorias da PF nesses endereços não localizaram nenhuma operação em funcionamento. “Todo esse volume de recursos não tinha lastro fiscal e vinha do tráfico internacional de drogas”, afirma o relatório.

    A Operação Carbono Oculto mobilizou 1,4 mil agentes para cumprir 315 mandados em oito estados, incluindo Mato Grosso do Sul, onde o esquema envolveu empresas em Dourados e sete em Iguatemi. As investigações apontam que o dinheiro de origem ilícita foi inserido em fintechs e fundos de investimento, o que dificultou o rastreamento e deu aparência de legalidade às operações.

    A PF, a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo reforçam que a atuação conjunta entre os órgãos é essencial para combater o pilar financeiro do crime organizado. O uso de fintechs e fundos imobiliários pelo PCC, por sua vez, representa uma mudança no perfil da lavagem de dinheiro, que agora se integra ao mercado financeiro formal.

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