O Corinthians demonstrou muito esforço em campo na missão de reverter a larga desvantagem diante do Barcelona de Guayaquil, mas nem o forte apoio da Fiel na Neo Química Arena foi suficiente para avançar na Libertadores. A equipe de Ramón Díaz venceu o jogo de volta do confronto por 2 a 0, mas o 3 a 0 no Equador fez o Timão perder o duelo no placar agregado por 3 a 2.
Por conta disso, o Timão caiu pela terceira vez em sua história em fases prévias da principal competição continental da América do Sul, sendo o único clube brasileiro a atingir tal marca negativa.
Entretanto, o Corinthians precisa demonstrar forte e rápida reação para o início das finais do Campeonato Paulista neste domingo (16), em duelo contra o rival Palmeiras, no Allianz Parque. Por conta disso, o 90min preparou uma análise destacando alguns pontos a serem trabalhados.
Antes de entrarmos nos aspectos táticos é preciso aumentar a concentração em jogos com caráter eliminatório. Na maior parte dos confrontos com a atual comissão técnica o Timão demonstrou maior número de passes e cruzamentos errados devido à ansiedade gerada pelo nervosismo do elenco. Esse fator acabou sendo muito presente, especialmente nos jogos de ida dos duelos contra Racing (Sul-Americana 2024), Flamengo (Copa do Brasil 2024), Universidad Central e Barcelona de Guayaquil (2025).
Com a vantagem de três gols, o clube equatoriano entrou com uma estratégia muito clara no jogo de volta, buscando proteger a entrada de sua área usando em algumas vezes linha de cinco jogadores, impedindo a progressão de jogadas ofensivas no terço final por dentro. Com a construção limitada pelos lados, o Timão fechou o jogo de volta com 44 cruzamentos, sendo este o único recurso explorado em 90 minutos.
Em diversos jogos decisivos Ramón Díaz esperou pelo intervalo para efetuar mudanças no esquema mesmo em momento crítico. Desta vez, o técnico optou por sacar o meio-campista Raniele e acionar o atacante Romero com apenas 30 minutos de jogo, mas a troca do 4-4-2 para o 4-3-3 fez a equipe perder circulação de bola pelo meio, caindo justamente na “armadilha” montada pelo rival. Mesmo com um jogador a menos após a expulsão de Leonai Souza, o time não aproveitou a vantagem numérica em campo para produzir ofensivamente com volume suficiente para “bombardear” a zaga adversária.
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Fonte: 90min


