Em noite marcada por diversos erros individuais e estratégicos, o Corinthians viu o Barcelona-EQU praticamente definir sua classificação para a fase de grupos da Conmebol Libertadores com uma goleada por 3 a 0. O resultado no Estádio Monumental de Guayaquil consiste somente no jogo de ida da terceira fase prévia, permitindo que um dos clubes mais importantes do futebol brasileiro tenha condições de reverter a situação diante de sua torcida.
No entanto, a péssima atuação do Corinthians em território venezuelano torna necessária uma reflexão sobre os principais erros que foram cometidos, visando principalmente o confronto decisivo pelas semifinais do Campeonato Paulista, domingo (9), contra o Santos. Pensando nisso, o 90min apresenta quais falhas precisam de correção imediata no Timão.
Em mais um confronto decisivo, a comissão técnica de Ramón Díaz, mais uma vez, foi intervencionista no esquema tático, optando por alterações bruscas antes de enfrentar determinados adversários. Após utilizar três zagueiros e o sistema 3-5-2, o argentino explicou, em entrevista coletiva após a derrota para o Barcelona-QUE, que precisava neutralizar o enorme desgaste diante da sequência de jogos. Porém, a estratégia definitivamente falhou, com o Timão perdendo vários rebotes e disputas de bola durante o primeiro tempo, sem oferecer risco ao adversário.
Mesmo em partidas que terminaram com vitórias do Timão nos últimos meses, chama atenção a forma como o elenco não consegue manter a concentração durante os 90 minutos, cedendo gols e lances de grande perigo ao adversário em momentos aleatórios. Diante do Barcelona-EQU, o “menino” João Pedro Tchoca cometeu um pênalti indiscutível na área em uma entrada bem ingênua, permitindo que os equatorianos abrissem o placar antes do intervalo.
Todas as equipes que estudarem bem o Corinthians sabem que a comissão técnica opta por mexer na estrutura tática durante os jogos apenas nos intervalos. Quando a equipe volta para o segundo tempo e uma situação adversa precisa ser revertida, Ramón Díaz opta sempre pela utilização do losango no meio-campo (4-3-1-2) e a entrada de André Carrillo no setor. Mesmo com o maior controle da posse de bola, essa previsibilidade deixa o adversário mais preparado e mais protegido defensivamente, enquanto o Timão passa a sofrer mais, oferecendo espaços devido à dificuldade de aplicar uma consistente marcação em linhas altas.
O futebol já nos apresentou diversos momentos em que uma equipe opta por esvaziar o meio-campo, optando pela entrada de atacantes, pensando em buscar um gol que evite a eliminação em jogos com caráter eliminatório. Este cenário não estava encaixado na reta final do jogo de ida contra o Barcelona-EQU, quando Ramón Díaz optou pela entrada de Romero, deixando a formação tática em um 4-3-3. Os equatorianos não perdoaram e aproveitaram o meio-campo esvaziado em contra-ataque fatal próximo dos acréscimos estabelecido após uma cobrança de escanteio, fechando o placar em 3 a 0.
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Fonte: 90min


