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    Pesquisa mostra que bebês formam memórias no primeiro ano de vida; entenda

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    Os cientistas ainda discutem se essas memórias se tornam inacessíveis com o tempo ou se nunca são realmente consolidadas

    Um novo estudo divulgado na revista Science desafia a ideia tradicional de amnésia infantil, revelando que bebês começam a formar memórias já no primeiro ano de vida. A pesquisa, que envolveu a análise da atividade do hipocampo em 26 crianças, indica que essa área do cérebro já desempenha um papel importante no armazenamento de lembranças, levantando questões sobre a razão pela qual essas memórias se tornam inacessíveis na fase adulta.

    Com o avanço para o segundo ano, as crianças adquirem rapidamente habilidades como a linguagem e o reconhecimento de objetos, mas ainda não conseguem recordar essas experiências. Embora Sigmund Freud tenha sugerido que essas memórias são reprimidas, a ciência contemporânea refuta essa teoria, apontando para o hipocampo, que não está completamente desenvolvido nos primeiros anos de vida.

    Estudos anteriores realizados com roedores mostraram que os padrões celulares responsáveis pelo armazenamento de memórias no hipocampo infantil se tornam inacessíveis com o passar do tempo. Para investigar esse fenômeno em bebês, os pesquisadores implementaram métodos inovadores, como o uso de chupetas e padrões visuais, para manter a atenção das crianças durante os testes.

    Os achados da pesquisa indicam que o hipocampo já está envolvido na formação de memórias a partir do primeiro ano. Entre os bebês analisados, 11 dos 13 participantes com mais de um ano apresentaram atividade cerebral relacionada à criação de lembranças. A comunidade científica ainda debate se essas memórias se tornam inacessíveis com o tempo ou se nunca são realmente consolidadas.

    O pesquisador Nick Turk-Browne está à frente de um novo estudo que busca entender se crianças conseguem reconhecer vídeos gravados de sua própria perspectiva quando eram bebês. Os resultados preliminares sugerem que essas memórias podem persistir até os três anos de idade antes de se tornarem irreconhecíveis. Essa linha de pesquisa pode oferecer novas perspectivas sobre a formação e a perda de memórias na infância.

    *Reportagem produzida com auxílio de IA

    Publicado por Nátaly Tenório

    Fonte: Jovem Pan News

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