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    Relator de representação contra Glauber Braga pede cassação do deputado no Conselho de Ética

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    Processo por quebra de decoro, aberto em 2024, foi em razão do episódio em que o psolista expulsou um integrante do MBL da Casa aos chutes

    O relator de representação contra o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Paulo Magalhães (PSD-BA), apresentou, nesta quarta-feira, 2, parecer recomendando a cassação do mandato do parlamentar carioca. A decisão foi alvo de protesto de correligionários e apoiadores do psolista. O processo por quebra de decoro, aberto em 2024, foi em razão do episódio em que Glauber expulsou um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) da Casa aos chutes. “Diante das provas produzidas nos autos, verifica-se que Glauber Braga extrapolou os direitos inerentes ao mandato, abusando, assim, das prerrogativas que possui”, afirmou Magalhães em seu relatório. No dia 16 de abril de 2024, Glauber expulsou da Câmara o influenciador Gabriel Costenaro, integrante do MBL, aos chutes. Na ocasião, Costenaro fez insinuações sobre a ex-prefeita de Nova Friburgo Saudade Braga, que na época estava doente. Ela faleceu 22 dias após o ocorrido.

    A expectativa é que o texto seja votado na próxima semana, após pedido de vista (mais tempo para análise) feito por Chico Alencar (PSOL-RJ) nesta quarta-feira. Em sua defesa, Glauber chamou Costenaro de “provocador”, afirmou que essa conduta faz parte do “modus operandi” do MBL e lembrou da posição de um dos líderes da bancada da bala, Alberto Fraga, que disse que se o fato ocorresse com ele, iria “quebrar na porrada” o manifestante. “O depoimento do deputado Fraga neste Conselho de Ética foi um depoimento de absolvição ou de arquivamento do procedimento”, disse.

    Glauber também disse que agiu para “defender a honra da mãe” e que tal conduta era um “dever de vida”. A Comissão de Ética contou com a presença da bancada do PSOL na Casa. O principal ponto de reclamação desse grupo foi o fato de que o deputado federal Chiquinho Brazão (União-RJ), preso há mais de um ano sob a acusação de ser o mandante do assassinato da ex-vereadora do Rio, Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes, ainda mantém o mandato parlamentar enquanto o plenário não julga a representação contra ele.

    “A gente quer caçar um deputado lutador por emitir sua opinião. Essa foi a Casa que está deixando um deputado que mandou possivelmente executar uma vereadora recebendo dinheiro. A pena para ele seria de 40 anos de prisão, e ele ainda é deputado mesmo sendo acusado de mandar matar uma vereadora eleita”, disse Talíria Petrone (RJ), líder do PSOL na Câmara. Brazão já custou aproximadamente R$ 1,8 milhão aos cofres públicos durante o período em que ele está preso e não pode exercer as principais funções de um deputado em Brasília.

    Outros aliados de Glauber presentes na sessão levaram faixas com a frase “Glauber fica” e chamaram o relator de “capacho de Lira”. Durante toda a tramitação do processo, o psolista disse que o relatório foi “comprado” pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que exercia o cargo no ano passado. Glauber ainda chamou Lira em diferentes oportunidades de “bandido”. Glauber repetiu a crítica contra Lira. “”Quem escreveu o seu relatório foi o senhor Arthur Lira”, afirmou.

    *Com informações do Estadão Conteúdo
    Publicado por Fernando Dias

    Fonte: Jovem Pan News

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