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    Tancredo Neves saiu de cena há 40 anos, mas deixou marcas democráticas defendidas até hoje

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    O mineiro seria o primeiro presidente civil em quase 21 anos de governos militares, mas em 14 de março de 1985, véspera da posse, teve de ser internado às pressas e morreu 38 dias depois

    1984: a plenos pulmões, o governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, comandava a campanha pelas Diretas Já. Mineiro, conciliador e, antes de tudo, republicano: Tancredo de Almeida Neves sonhava com um novo Brasil. O movimento em favor das eleições diretas para presidente ganhava força, depois de vinte anos de ditadura militar. O golpe de 1964 derrubou João Goulart, dando início ao ciclo autoritário. Apesar das mobilizações que marcaram o ano de 1984, a emenda Dante de Oliveira, que instituiria a eleição direta, não foi aprovada pelo congresso. Tancredo Neves começou, então, a articular a própria candidatura presidencial, mas com o pleito indireto, sem voto popular.

    Tancredo Neves derrotou Paulo Maluf no colégio eleitoral em 15 de janeiro de 1985. O mineiro seria o primeiro presidente civil em quase 21 anos de governos militares. Nas lembranças do ex-presidente José Sarney, vice de Tancredo, somente o político mineiro poderia costurar a transição democrática com tanta maestria.

    A mesma história que escolhe líderes, também prega peças. o destino foi implacável com Tancredo Neves. Em 14 de março de 1985, véspera da posse, o político do PMDB teve de ser internado às pressas no hospital de base de Brasília. Inicialmente, o diagnóstico era de apendicite, e que depois passou para diverticulite. Angustiado, o Brasil acompanhava, diariamente, os boletins médicos anunciados pelo secretário de imprensa da presidência, Antônio Brito.

    Na madrugada de 15 de março, dia da posse, o país foi tomado por uma crise institucional: quem deveria assumir? Com a palavra, José Sarney. Temendo uma nova intervenção dos militares, restou a José Sarney, ex-integrante da Arena, partido da ditadura, e agora no PMDB, vestir a faixa.

    Em meio às aflições do já empossado José Sarney, o drama de Tancredo se arrastava. Transferido para o Instituto do Coração, em São Paulo, o presidente ficou internado por 38 dias e passou por sete cirurgias. Domingo, 21 de abril de 1985: na voz firme de Antônio Brito, o boletim médico final que enlutou a nação.

    As mesmas imagens de vigília e de fé que marcaram o Brasil em favor da recuperação de Tancredo Neves se ampliaram a partir daquele momento. o caixão foi levado para Brasília, onde, simbolicamente, subiu a rampa do palácio do planalto. depois, as últimas homenagens foram feitas na terra natal: São João Del Rei, Minas Gerais. Tancredo de Almeida Neves saía de cena, mas deixava marcas democráticas que são defendidas e construídas até hoje, depois de quarenta anos.

    Fonte: Jovem Pan News

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