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    Vaticano ajusta detalhes do funeral do papa Francisco

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    Presidentes como Donald Trump, Javier Milei e Lula, além do rei Felipe VI da Espanha e do secretário-geral da ONU, António Guterres, confirmaram presença na cerimônia restrita de fechamento do caixão

    A organização do funeral do papa Francisco entrou em sua etapa final nesta sexta-feira (25), último dia do velório na capela-ardente, que já recebeu mais de 150.000 fiéis. Presidentes e monarcas de todo o mundo comparecerão no sábado (26) ao funeral do primeiro pontífice latino-americano, que faleceu na segunda-feira aos 88 anos. Milhares de fiéis percorreram a nave central da imponente Basílica de São Pedro para se despedir durante alguns segundos do jesuíta argentino. O balanço oficial mais recente do Vaticano informa que 150.000 pessoas passaram pela igreja entre as 09H00 GMT (06H00 de Brasília) da manhã de quarta-feira, quando o velório começou, até as 10h00 GMT (7h00 de Brasília) de sexta-feira.

    “Aconteça o que acontecer, temos que entrar”, declarou Ian Delmonte, um filipino de 35 anos. “Amamos o papa, sentimo-nos abençoados por vê-lo pela última vez”, adicionou a Michelle Alcaide, de 35 anos, enquanto aguardava na fila. Muitos italianos aproveitaram o feriado para prestar suas homenagens neste momento histórico. “Antes eu tinha coisas para fazer, mas antes tarde do que nunca”, afirmou Roberto Verturini, de 34 anos.

    A capela-ardente em homenagem a Jorge Mario Bergoglio permanecerá aberta até as 19H00 (14H00 em Brasília) da noite de sexta-feira. Uma hora depois, o cardeal camerlengo, Kevin Farrell, presidirá a cerimônia privada de fechamento do caixão para dar início ao funeral. Cinquenta chefes de Estado e 10 monarcas em exercício comparecerão à missa fúnebre, que acontecerá na Praça de São Pedro, informou a Santa Sé.

    Presidentes como Donald Trump, Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva, além do rei Felipe VI da Espanha e do secretário-geral da ONU, António Guterres, confirmaram presença. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou condolências na quinta-feira, após dias de silêncio. As relações entre a Santa Sé e Israel pioraram consideravelmente após o ataque sem precedentes do Hamas em território israelense no dia 7 de outubro de 2023 e a posterior ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

    O enterro de Francisco também acontecerá no sábado, na Basílica de Santa Maria Maior de Roma, o primeiro de um pontífice fora do Vaticano desde Leão XIII, em 1903. Após a missa no Vaticano, o cortejo fúnebre percorrerá as ruas de Roma, passando por monumentos como o Coliseu, segundo as autoridades. O público poderá acompanhar a cerimônia em telões. As autoridades estimam que dezenas de milhares de pessoas poderiam acompanhar o translado do caixão do pontífice. O túmulo do papa será de mármore e terá apenas uma palavra, “Franciscus”. Uma reprodução da cruz peitoral utilizada por ele acompanhará o conjunto.

    As autoridades italianas determinaram uma zona de exclusão aérea sobre Roma e mobilizaram unidades antidrone com sistemas de inibição de sinais para evitar qualquer atividade suspeita. Aviões de combate estão em alerta para intervir, enquanto helicópteros policiais sobrevoam o centro histórico e franco-atiradores foram posicionados nos telhados da Via della Conciliazione, que leva à Praça São Pedro, e na colina próxima de Gianicolo.

    O papa que veio “do fim do mundo” liderou a Igreja Católica a partir de 2013 com um pontificado reformista muito centrado na pobreza. Seu estilo cordial e austero rendeu críticas da ala mais conservadora. “Ficamos um pouco órfãos”, disse em uma homilia na quarta-feira o cardeal francês Jean-Marc Aveline, um dos nomes cotados para ser eleito no próximo conclave.

    O Vaticano ainda não anunciou a data para o início da reunião que escolherá o novo líder espiritual de 1,4 bilhão de católicos. “Até o funeral, devemos manter o respeito”, disse o cardeal franco-espanhol François-Xavier Bustillo. O conclave deve acontecer na emblemática Capela Sistina em um prazo de entre 15 e 20 dias a partir da morte do pontífice, ou antes, caso os cardeais decidam dessa maneira. Mais de dois terços dos 135 cardeais eleitores foram nomeados pelo falecido papa. Os tradicionais nove dias de luto no Vaticano após a morte de um pontífice – os Novemdiales – começarão no sábado. O cardeal argentino Víctor Manuel Fernández presidirá a cerimônia do sexto dia.

    *Com informações da AFP
    Publicado por Fernando Dias

    Fonte: Jovem Pan News

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