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    Confira a lista de todas as trocas no governo Lula após saída de Lewandowski

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    Por causa das eleições, o Palácio do Planalto espera ter pelo menos mais 10 mudanças na Esplanada até 4 de abril

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) pedido de demissão do cargo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa saída marca a 15ª troca no alto escalão do governo do petista desde que assumiu o Palácio do Planalto, em 1º de janeiro de 2023. Leia a lista abaixo.

    Por ser ano eleitoral, o Palácio do Planalto espera que haja pelo menos 10 trocas na Esplanada de ainda neste primeiro trimestre de 2026. As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que os ministros precisam estar desvinculados de seus cargos no Executivo até seis meses antes do pleito. Ou seja, até 4 de abril.

    Ao PlatôBR, Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, confirmou que deixará o governo federal. Ela vai disputar reeleição para deputada federal pelo Paraná. Em dezembro de 2025, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, declarou que vai sair candidato à Câmara dos Deputados por Pernambuco.

    Nos bastidores, é especulado que os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Waldez Goés (Integração e Desenvolvimento Regional) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) saiam candidatos ao Senado pelos seus respectivos estados. Para a Câmara, a expectativa é de que Jader Filho (Cidades) dispute assento pelo Pará. Para os governos estaduais, Camilo Santana (Educação) deve concorrer ao Executivo do Ceará e Renan Filho (Transportes), de Alagoas.

    O futuro do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), ainda é incerto. Caso não continue na chapa com Lula para reeleição ao Planalto, ele deve sair candidato em algum cargo por São Paulo.

    Segundo apuração do jornalista André Anelli, da Jovem Pan, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar a pasta para cuidar da agenda econômica na campanha de Lula.

    A primeira troca no alto escalão do governo Lula foi no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Em 19 de abril de 2023, o então ministro-chefe, general Gonçalves Dias, pediu demissão após vazamento de vídeos do circuito de segurança do Palácio do Planalto. As imagens captadas mostraram o militar caminhando pela sede do Executivo durante a invasão aos prédios dos Três Poderes, em 8 de Janeiro. Quem assumiu a chefia do GSI foi o general Marcos Antônio Amaro dos Santos.

    A segunda baixa do governo se deu no Ministério do Turismo. Em 13 de julho, a deputada federal Daniela Carneiro (União Brasil-RJ) foi demitida. No dia seguinte, a nomeação do deputado federal Celso Sabino (Sem Partido-AP), indicado pelo seu ex-partido União Brasil, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

    Antes de Lewandowski, a troca mais recente no Executivo também ocorreu no Turismo. Em 17 de dezembro de 2025, Lula anunciou a saída de Sabino. Filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB), Gustavo Feliciano foi escolhido para comandar a pasta.

    Ana Moser foi a terceira ministra a deixar o governo Lula. Em 6 de setembro de 2023, o chefe do Executivo oficializou a reforma ministerial para ampliar a presença do Centrão no governo. Com isso, o deputado federal André Fufuca (PP-MA) assumiu o ministério.

    Também na reforma ministerial de 2023, Lula remanejou o ministro Márcio França para o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, criado para acomodá-lo na Esplanada. O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) passou a comandar a pasta.

    Em 27 de novembro de 2023, Lula indicou Flávio Dino para assumir a vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta após aposentadoria de Rosa Weber. O maranhense deixou o governo em 1º de fevereiro de 2024 e retornou ao seu assento no Senado até ser empossado na Corte. O chefe do Executivo nomeou Lewandowski para o ministério.

    Após denúncias de assédio sexual contra Silvio de Almeida, Lula decidiu demiti-lo em 6 de setembro de 2024. No seu lugar, entrou Macaé Evaristo.

    Em 7 de janeiro de 2025, o presidente comunicou a oitava troca no alto escalão de seu governo. O chefe do Executivo decidiu demitir o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) da Secretaria de Comunicação Social. O publicitário Sidônio Palmeira assumiu o cargo. A troca se deu como uma tentativa de melhorar a comunicação do Executivo, bem como a popularidade de Lula.

    Em mais uma reforma ministerial, Lula comunicou, em 25 de fevereiro de 2025, que Nísia Trindade deixaria o ministério. Para o seu lugar, foi realocado Alexandre Padilha, que era responsável pela Secretaria de Relações Institucionais do governo.

    Para substituir Padilha, Lula escolheu Gleisi Hoffmann. Ela foi nomeada para comandar a articulação política do governo e fortalecer as relações com os partidos da base aliada.

    O deputado federal Juscelino Filho (União Brasil-MA) pediu demissão, em 8 de abril de 2025, após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao STF sob acusação de desvio de emendas parlamentares. Para substituí-lo, Lula acatou a indicação do União Brasil e escolheu o líder da sigla na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA). No entanto, o parlamentar recusou o convite para permanecer em seu posto no Legislativo. Indicado pelo partido e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Frederico de Siqueira Filho assumiu o ministério.

    Em meio ao escândalo de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Lupi pediu demissão em 2 de maio de 2025. O então secretário Executivo da pasta, Wolney Queiroz, assumiu o cargo.

    Cida Gonçalves deixou o governo em 5 de maio de 2025. Em declaração durante oficialização de sua demissão, a ex-ministra refutou as alegações de assédio moral durante a sua gestão no Ministério das Mulheres e afirmou que o assunto não foi abordado em reunião com Lula que definiu a troca de comando da pasta. Ela foi sucedida por Márcia Lopes.

    Visando a disputa para reeleição nas eleições, Lula trocou o comando da Secretaria-Geral da Presidência. No lugar de Márcio Macêdo, entrou o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) em 20 de outubro de 2025. A migração do parlamentar para o Executivo foi um movimento estratégico para reaproximar o governo dos movimentos sociais, área que Boulos possui forte influência e liderança, a fim de fortalecer e ampliar o capital político do presidente junto a esse eleitorado.

    Fonte: Jovem Pan News

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