Samuel Ozório Junior, apontado como integrante da organização liderada pela família Razuk, usará tornozeleira eletrônica até a realização de perícia médica oficial; decisão avalia estado de debilidade por doença grave.
A 4ª Vara Criminal de Competência Residual autorizou, nesta quinta-feira (08/01/2026), que Samuel Ozório Junior cumpra prisão domiciliar com monitoração eletrônica. O investigado é um dos denunciados na 4ª fase da Operação Successione, que apura a exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul por um grupo liderado pela família Razuk.
Decisão Judicial e Perícia Médica
A transferência para o regime domiciliar é temporária e depende do resultado de um exame pericial determinado pelo juiz. O objetivo é avaliar os seguintes pontos:
-
Se o réu está “extremamente debilitado por motivo de doença grave”.
-
Identificar eventuais limitações físicas ou de saúde.
-
Verificar se o sistema prisional possui condições de oferecer o tratamento médico adequado.
Até que o laudo seja concluído e analisado pelo magistrado, Ozório Junior deve permanecer em sua residência com tornozeleira eletrônica. Ele está proibido de manter contato com outros denunciados e só pode sair de casa em casos de emergência médica comprovada.
Papel na Organização Criminosa
Segundo as investigações do Gaeco, Samuel Ozório Junior desempenhava uma função estratégica no grupo criminoso:
-
Atuação: Integrante direto da organização liderada por Roberto Razuk e seus filhos, incluindo o deputado estadual Neno Razuk.
-
Histórico: Teria atuado de forma estável e consciente entre 2019 e novembro de 2025.
-
Função: Auxiliar na expansão dos negócios da família, saindo de Dourados para estabelecer o jogo do bicho em Campo Grande e em outros estados, como Goiás.
-
Crimes Correlatos: A denúncia aponta participação em organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e corrupção.
Contexto da Operação
A 4ª fase da Operação Successione foi deflagrada em 25 de novembro de 2025, resultando no cumprimento de 20 mandados de prisão. A investigação sustenta que o esquema utilizava métodos violentos, como roubos, além de violação de sigilo funcional e corrupção de agentes públicos para manter a jogatina ativa.


