Gabinete do ministro Alexandre de Moraes divulga números atualizados três anos após as invasões; condenações incluem penas de prisão, multas milionárias e perda de cargos públicos.
Três anos após os ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, o Supremo Tribunal Federal (STF) apresenta um balanço detalhado das punições aplicadas aos envolvidos. Sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, a Primeira Turma já responsabilizou 1.399 pessoas por tentarem abalar a democracia e o funcionamento das instituições brasileiras.
Detalhamento das Condenações e Sanções
As punições variam de acordo com a gravidade da participação de cada indivíduo nos atos golpistas:
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Regime Fechado: 420 pessoas receberam penas privativas de liberdade. Além da prisão, este grupo deve pagar multas e danos morais coletivos que somam R$ 30 milhões.
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Penas Alternativas: 415 condenados tiveram a prisão convertida em prestação de serviços à comunidade e restrição de direitos. Eles também pagarão multas individuais e danos morais coletivos no valor de R$ 5 milhões.
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Acordos (ANPPs): 564 pessoas assinaram Acordos de Não Persecução Penal. Nestes casos, os réus aceitam cumprir serviços comunitários e pagar multas para evitar o prosseguimento da ação penal.
Impactos na Carreira e Direitos Políticos
As condenações trazem consequências severas que vão além das multas e da restrição de liberdade:
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Inelegibilidade: Todos os culpados estão impedidos de se candidatar a cargos eletivos por oito anos.
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Servidores Públicos: Aqueles que possuem cargos estatutários deverão ser demitidos em função da condenação.
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Militares do Exército: Além da justiça comum, os militares envolvidos enfrentarão processos na Justiça Militar visando a perda do oficialato.
Os dados foram consolidados pelo gabinete do ministro relator e reforçam o compromisso da Corte em punir os responsáveis pela tentativa de ruptura democrática ocorrida ao final do governo anterior.


