Protestos são contra o governo com pressão econômica, que é um dos problemas do país há anos devido às sanções dos Estados Unidos e da União Europeia devido às ambições nucleares iranianas
Há duas semanas, os iranianos estão indo às ruas em manifestações que são as maiores já vistas desde 2022, quando Mahsa Amini foi presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. Dessa vez, os protestos são contra o governo com pressão econômica, que é um dos problemas do país há anos devido às sanções dos Estados Unidos e da União Europeia devido às ambições nucleares iranianas.
Em 2025, durante uma guerra de 12 dias com Israel, a situação econômica do país, que já não era boa, ficou ainda pior, com a moeda despencando em relação ao dólar americano no final de dezembro e a inflação nas alturas, o que desencadeou a revolta popular. Os protestos já deixaram centenas de mortos. Na última atualização, o número de vítima falta era de cerca de 500 pessoas, segundo observadores internacionais. Os protestos foram registrados em 25 das 31 províncias iranianas, conforme as agências internacionais.
Os atos ocorrem mesmo em meio a repressão brutal e em um momento em que o país está enfraquecido após a guerra com Israel e os golpes sofridos por vários de seus aliados regionais, e é um dos maiores desafios das autoridades teocráticas que governam o Irã desde a Revolução Islâmica em 1979. O país está sem acesso à internet há mais de dois dias, o que dificulta o acesso ao que está acontecendo no país.
Nos protestos, os manifestantes entoam slogans contra o regime da República Islâmica: “Morte ao ditador” e “Iranianos, levantem suas vozes, gritem por seus direitos”, dizem. Durante os atos, eles chegam a fazer fogueiras e, em alguns casos, incendiam prédios, segundo a imprensa internacional.
As ações são respondidas pelas forças armadas iranianas com medidas duras. O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou neste domingo que “o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”. Em um comunicado, eles informaram que protegeriam “a infraestrutura estratégica e a propriedade pública”, e o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, disse o governo não vai recuar. Ele classificou os manifestantes como vândalos e disse que ‘aguarda’ por Donald Trump.
As manifestações receberam o apoio internacional. No último sábado (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que o país está pronto para ajudar os iranianos. O Irã está olhando para a LIBERDADE, talvez como nunca antes. Os Estados Unidos estão prontos para ajudar!!!”, disse Trump em uma publicação na rede Truth Social, sem dar mais detalhes, um dia depois de afirmar que o Irã tem “sérios problemas” e advertir novamente que poderia ordenar ataques militares.
Em Londres, um manifestante substituiu brevemente a bandeira da República Islâmica do Irã por outra do antigo regime monárquico na fachada da embaixada iraniana, durante um ato de apoio ao movimento de protesto que reuniu centenas de pessoas, segundo testemunhas.
Em publicação no X (antigo Twitter), Bill Ackman, um megainvestidor dos norte-americano e conhecido como Guru de Wall Street, disse esperar que a ação dos Estados Unidos contra o Irã aconteça em breve. “Acredito que agora é uma certeza que os EUA e o presidente Donald Trump virão em auxílio do povo iraniano e que isso será feito em breve”, escreveu. Segundo ele, a única dúvida no momento é refente a quando tudo irá acontecer.
I believe that it is now a certainty that the U.S. and President @realDonaldTrump will come to the aid of the Iranian people and we will do so soon. The only uncertainty is precisely when.
The only gating factor is whether we have the right assets in the region to deliver the…
— Bill Ackman (@BillAckman) January 11, 2026
Fonte: Jovem Pan News


