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    Wellington Dias é acionado após secretários tentarem emplacar Chico Lucas na Segurança

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    Objetivo é para emplacar secretário do Piauí no primeiro escalão do governo Lula; gestão de indicadores é o principal trunfo do nome indicado.

    Aliados e gestores da área de segurança pública iniciaram uma ofensiva política para viabilizar o nome de Chico Lucas, atual secretário de Segurança do Piauí, como sucessor de Ricardo Lewandowski, mas no Ministério da Segurança Pública, em um possível desmembramento da pasta da Justiça.

    O movimento ganhou corpo na sexta-feira passada com a divulgação de uma carta assinada pelos secretários de Segurança de todo o país em apoio formal à indicação.

    A estratégia é capitaneada por Jean Nunes, secretário da Paraíba e atual presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp). O grupo busca agora o aval decisivo de Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social.

    Dias é visto como peça-chave no tabuleiro do Planalto, dada sua influência direta sobre o presidente Lula e seu histórico recente como “avalizador” de nomes no primeiro escalão, como a recente nomeação de Gustavo Feliciano para o Turismo. Além de ser conterrâneo e do mesmo grupo político do indicado.

    A candidatura de Chico Lucas possui um diferencial raro no cenário político atual: a transversalidade. Seu nome conta com o apoio inclusive de figuras ligadas à gestão anterior, como Sandro Avelar, ex-número dois da Polícia Federal no governo Bolsonaro, o que sinaliza uma boa interlocução entre diferentes espectros ideológicos da segurança.

    O principal argumento dos defensores de Lucas é a entrega de resultados estatísticos no Piauí, que poderiam acrescentar na discussão da pauta de segurança na campanha de reeleição de Lula.

    Entre os indicadores destacados estão:

    A possível indicação ocorre em um momento de rearranjo na Esplanada.

    Com a previsão de que pelo menos 18 ministros deixem seus cargos em abril para disputar as eleições, Lula estuda novas movimentações.

    O próprio Wellington Dias tem sido sondado para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), ocupando a vaga de Gleisi Hoffmann.

    Embora a SRI gerencie um orçamento de R$ 50 bilhões em emendas, interlocutores de Dias ponderam que a mudança o retiraria de uma pasta com entregas sociais diretas, como o Bolsa Família e a saída do Brasil do Mapa da Fome, para um cargo de articulação política.

    Fonte: Jovem Pan News

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