Dados do sistema Prodes revelam que o bioma teve o menor índice de desmatamento de toda a série histórica; Mato Grosso do Sul concentrou mais de 80% das áreas mapeadas.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou, nesta terça-feira (13/01/2026), os dados consolidados sobre a supressão de vegetação nativa no Pantanal referentes ao ano de 2025. O levantamento, realizado pelo sistema Prodes, aponta uma queda drástica nos índices de desmatamento no bioma.
Queda Recorde e Dados Regionais
O monitoramento compreendeu o período de 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025. Os principais destaques do relatório incluem:
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Redução Expressiva: O incremento da supressão totalizou 291,21 km², o que representa uma diminuição de 65,4% em comparação aos 842,44 km² registrados em 2024.
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Mínima Histórica: O ano de 2025 registrou o menor valor de supressão desde o início da série histórica do Prodes Pantanal, iniciada em 2001.
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Distribuição por Estado: Mato Grosso do Sul foi responsável por 237,69 km² (81,62%) da supressão, enquanto Mato Grosso registrou 53,51 km² (18,38%).
Políticas Públicas e Fiscalização
De acordo com o INPE, os resultados positivos são fruto do fortalecimento da fiscalização e do uso de novas tecnologias de monitoramento.
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Deter Pantanal: Implementado em 2023, o sistema de monitoramento diário passou a emitir alertas constantes sobre alterações na cobertura vegetal, subsidiando órgãos de controle.
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Operação Piúva: A integração de dados do Deter permitiu que o Ibama realizasse a Operação Piúva em dezembro de 2023, punindo infratores e desencadeando uma redução gradual nos avisos de desmatamento.
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Verificação de Campo: Entre 17 e 27 de agosto de 2025, o INPE, Ibama e Embrapa realizaram campanhas in loco para validar os polígonos detectados e garantir a precisão dos dados oficiais.
O Papel do Prodes
O Prodes integra o Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros (BiomasBR). Utilizando imagens do satélite Sentinel-2, o sistema produz os dados oficiais sobre a supressão de vegetação em todo o território nacional, sendo ferramenta indispensável para a criação de políticas de conservação ambiental.


