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    Protestos no Irã deixam mais de 5.000 mortos

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    Entre as vítimas estão 4.714 manifestantes, 42 menores, 207 membros das forças de segurança e 39 transeuntes

    Um grupo de defesa dos direitos humanos sediado nos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (23), que conseguiu confirmar que mais de 5.000 pessoas morreram durante os recentes protestos no Irã, e que, em sua maioria, trata-se de civis mortos pelas forças de segurança. ONGs que monitoram o balanço deixado pela repressão às maiores manifestações organizadas no Irã em anos indicaram que seu trabalho foi dificultado pelo corte da internet imposto pelas autoridades desde 8 de janeiro, e alertaram que o número real provavelmente é muito mais elevado.

    Nesta sexta-feira, a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, anunciou que havia confirmado a morte de 5.002 pessoas; incluindo 4.714 manifestantes, 42 menores, 207 membros das forças de segurança e 39 transeuntes. No entanto, o grupo acrescentou que ainda está investigando outras 9.787 possíveis mortes.

    Pelo menos 26.852 pessoas foram detidas, segundo a mesma organização, cujo balanço supera o único divulgado até o momento pelas autoridades iranianas, de 3.117 mortos. O órgão que comunicou esse balanço na quarta-feira é a fundação iraniana de mártires e veteranos, que distingue entre “mártires” — membros das forças de segurança ou transeuntes inocentes — e “arruaceiros” respaldados pelos Estados Unidos. Das 3.117 pessoas mortas, segundo a fundação, 2.427 eram “mártires”.

    Ao divulgar seu próprio balanço, a HRANA indicou que as autoridades iranianas “tentaram sustentar a narrativa oficial do governo a respeito das matanças”. Outra ONG, a Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, afirmou ter documentado a morte de pelo menos 3.428 manifestantes pelas mãos das forças de segurança, mas advertiu que o número final poderia girar em torno de 25.000 mortes.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou com novas ações militares contra Teerã em resposta à repressão, alertando em particular para consequências em caso de execução de manifestantes. A Casa Branca indicou em 15 de janeiro que “800 execuções que estavam programadas e deveriam ser realizadas” em 14 de janeiro “foram suspensas” após a pressão de Washington.

    *Com informações da AFP

    Fonte: Jovem Pan News

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