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    Relógio do Juízo Final atinge pior marca em 80 anos

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    Boletim de Cientistas Atômicos aponta como grandes vilões os conflitos internacionais, o aquecimento global e a inteligência artificial

    O relógio do Juízo Final está em seu pior nível desde sua criação, 85 segundos para a meia-noite, conforme o Boletim de Cientistas Atômicos, publicado nesta terça-feira (27). Fundado em 1945, o grupo, que teve a participação de Albert Einstein, J. Robert Oppenheimer e cientistas da Universidade de Chicago que ajudaram a desenvolver a bomba atômica, lançou o relógio dois anos depois.

    O objeto funciona como uma representação do fim da humanidade, ao atingir a meia-noite. A ideia era remeter a ideia do holocausto nuclear, ou seja, a destruição total da terra por bombas nucleares, que circulava o imaginário popular da época.

    Segundo o comunicado publicado pela associação, a escala de conflitos internacionais, como Paquistão-Índia, Rússia-Ucrânia, e Israel e Estados Unidos atacando o Irã contribuíram para o resultado, colocando o planeta em risco nuclear.

    O boletim também aponta o aumento do nível de CO2 na atmosfera como acelerador do fim da humanidade. O nível de dióxido de carbono atingiu 150% do percentual pré-industrial, um novo recorde.

    A temperatura do planeta também aumentou, após 2024 ser o ano mais quente registrado em 175 anos, com temperaturas similares em 2025. Pela terceira vez nos últimos quatro anos, mais de 60 mil pessoas morreram pelo calor na Europa.

    A publicação segue criticando as três últimas reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU), argumentando que o por não enfatizar o fim dos combustíveis fósseis ou monitoramento de emissões de carbono.

    O governo de Donald Trump também é criticado por “declarar guerra a energia renovável e políticas climáticas sensíveis”. O texto também acusa o presidente americano de sabotar tentativas do país de combater as mudanças climáticas.

    O texto finaliza apontando que a inteligência artificial tem potencial para ser usada como ajudante para criar patogêneos que o corpo humano não teria como defender. O enfraquecimento das normas de produção de armas biológicas fomenta esse cenário, de acordo com o grupo.

    A publicação reforça a crítica aos Estados Unidos ao citar que Trump revogou uma ordem executiva de segurança de IA, e fala que tanto o país como Rússia e China adotaram a IA em seus sistemas de defesa, apesar do risco dessas decisões.

    O grupo analisa que o avanço tecnológico da IA pode acelerar o caos existente e a disfunção do ecossistema mundo, fomentando campanhas de desinformação e discursos como o ultranacionalismo ao redor do mundo.

    No fim do texto, o grupo sugere que Estados Unidos e Rússia retomem as discussões sobre reduzir seus arsenais nucleares, além de discutir também com a China limitações para o uso da IA.

    Também pede para o Congresso americano repudiar as ações de Trump em relação a sua “guerra” contra a energia renovável.

    Fonte: Jovem Pan News

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