A Rússia endureceu seu discurso nesta quarta-feira (04/02/2026), reafirmando que a guerra na Ucrânia só cessará quando Kiev aceitar integralmente os termos de Moscou. O comunicado foi feito pelo porta-voz Dmitry Peskov, no momento em que o conflito se aproxima de completar quatro anos de duração.
As “Condições Inegociáveis” de Moscou
Para o governo russo, a interrupção dos combates depende da aceitação ucraniana a três pilares principais:
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Território: Concessão total da região do Donbas à Rússia.
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Congelamento de Frentes: Manutenção das atuais linhas de batalha nas províncias de Zaporizhzhia e Kherson.
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Veto à OTAN: Garantias de segurança que excluam permanentemente a presença da aliança militar ocidental em solo ucraniano.
Negociações em Abu Dhabi
A declaração de Peskov lança uma sombra de ceticismo sobre a nova rodada de negociações iniciada hoje em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
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Mediação: As conversas contam com a mediação dos Estados Unidos.
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Liderança Ucraniana: Rustem Umerov, chefe do Conselho de Segurança da Ucrânia, lidera a delegação e afirmou nas redes sociais que o objetivo é alcançar uma “paz justa e duradoura”.
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Desafio Histórico: Desde o início da invasão, em fevereiro de 2022, diversos ciclos diplomáticos falharam em encerrar o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Cenário Atual
Enquanto a diplomacia tenta avançar nos Emirados Árabes, o Kremlin sinaliza que a “operação militar especial” manterá sua forma atual caso Kiev não capitule. A exigência de manter o controle sobre Zaporizhzhia e Kherson é vista como um dos maiores entraves, já que a Ucrânia considera a devolução total de seus territórios ocupados como pré-requisito para qualquer acordo.


