As autoridades do Paraguai prenderam e entregaram à Polícia Federal brasileira, na última terça-feira (03/02/2026), o paranaense João Paulo Silva Matos, de 36 anos. Ele é um dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.
A Captura na Fronteira
A prisão foi resultado de uma ação da Direção-Geral de Investigação Criminal do Paraguai na cidade de Salto del Guairá, que faz fronteira com o município sul-mato-grossense de Mundo Novo:
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Localização: João Paulo foi localizado na tarde de segunda-feira (2) em situação migratória irregular.
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Entrega: Após os trâmites internacionais, ele foi conduzido até a Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), e entregue à custódia da PF.
Condenação e Fuga
João Paulo Silva Matos possui um histórico de condenação severa e descumprimento de medidas judiciais:
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Pena: Sentenciado a 14 anos de prisão em regime fechado pela invasão ao Palácio do Planalto.
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Provas: Foi identificado por meio de vídeos que ele próprio gravou dentro do prédio público incitando atos contra o Estado Democrático.
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A Fuga: Em liberdade condicional com uso de tornozeleira eletrônica, o condenado rompeu o equipamento no dia 9 de janeiro deste ano.
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Mandado: Após o rompimento e a ausência nas apresentações semanais em Londrina (PR), o ministro Alexandre de Moraes expediu o novo mandado de prisão.
Contexto das Prisões no Exterior
Esta é a segunda prisão de alto perfil no Paraguai relacionada aos eventos de 8 de janeiro em um curto período. Em dezembro de 2025, o ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, também foi detido em território paraguaio e entregue às autoridades brasileiras.
As forças de segurança de ambos os países têm intensificado a cooperação na faixa de fronteira para localizar brasileiros que buscaram refúgio em cidades vizinhas como Salto del Guairá e Pedro Juan Caballero para evitar o cumprimento de penas impostas pelo STF.


