A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) indicará um novo chefe. Ele comandará a assessoria militar da Câmara de Vereadores. A decisão ocorre após operação na Casa.
Na quarta-feira (4), prenderam o policial militar Alexandre Paulino Vieira. Ele é suspeito de receber pagamentos de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o “Pandora”. Pandora é dono da Transwolff, empresa de ônibus ligada ao PCC.
A mesa diretora da Câmara solicitou a indicação. A presidência informou que cedeu autonomia para a secretaria montar a equipe. A carreira dos indicados será analisada. Eles deverão preencher os requisitos técnicos.
O comando da assessoria militar é um cargo de confiança. Tradicionalmente, a indicação acontece por meio político. Alexandre chegou à Câmara em 2014. O então vereador José Américo (PT) o indicou.
Na quarta-feira, cumpriram 16 mandados de busca e apreensão. Também cumpriram três mandados de prisão temporária. A investigação é um desdobramento da Operação Fim da Linha.
A Operação investiga empresas de ônibus que atuam em São Paulo. Em abril de 2024, o Gaeco desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro. O esquema envolvia a Transwolff e a UpBus, ligadas ao PCC.
Fontes afirmaram que as prisões estão ligadas a transferências de Pandora. A Câmara Municipal divulgou uma nota. A nota afirma que apenas Alexandre é integrante da assessoria. Os outros dois PMs presos não são servidores da assessoria militar.
“O cargo ocupado [por Alexandre] é de confiança. Não há nenhum registro que o desabone”, diz a nota.


