Emmanuel Macron criticou o acordo UE-Mercosul. Ele o classificou como um acordo ruim e mal negociado. A entrevista foi publicada em jornais europeus nesta terça-feira (10).
Macron defende acordos justos com salvaguardas. Ele busca respeito ao clima e benefícios para a economia. O presidente francês quer simplificar e aprofundar o mercado interno da UE.
Macron pediu proteção para a indústria europeia. Ele propõe uma ‘preferência europeia’ em setores estratégicos. Tecnologias limpas, química, aço, automóveis e defesa são prioridades.
O Parlamento Europeu aprovou salvaguardas para agricultores. A medida protege contra a concorrência de preços baixos da América do Sul. O mecanismo pode restabelecer tarifas se necessário.
A salvaguarda se aplica a carne bovina, aves, ovos e mel. Arroz, açúcar, etanol e alho também estão incluídos. A medida responde aos protestos de agricultores franceses.
A Comissão Europeia pode intervir se houver queda de preços. Se as importações do Mercosul caírem 8% ou o volume aumentar 8%, a Comissão age. Eles têm três meses para decidir.
Ursula von der Leyen assinou o acordo no Paraguai em janeiro. O Parlamento Europeu ainda precisa aprovar o acordo. A questão foi encaminhada ao Tribunal de Justiça da UE.
A implementação efetiva do acordo pode levar tempo. A Comissão Europeia pode colocar o acordo em vigor provisoriamente. Isso ocorrerá após a aprovação de um país do Mercosul.
Macron também alertou sobre as ameaças dos Estados Unidos. Ele pediu um despertar europeu contra as intimidações comerciais. Ele mencionou tarifas de Donald Trump.
Fonte: Agência de Notícias


