O empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos sofreu um revés no STF. Ele é apontado como chefe de esquema de corrupção em MS. O ministro Alexandre de Moraes negou recurso da defesa. A defesa tentava anular interceptações telefônicas da Operação Lama Asfáltica.
Alegava-se que as decisões judiciais eram genéricas. A defesa dizia ser um “copia e cola” de despachos anteriores. Moraes rebateu o argumento de que a apuração era sobre crimes leves. O STF considera que estava em jogo uma organização criminosa.
Essa organização é suspeita de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esses são crimes graves punidos com reclusão. Para o ministro, renovações de interceptação telefônica são lícitas. Isso ocorre quando os requisitos são verificados.
A anulação dos grampos prejudicaria a Operação Lama Asfáltica. Sem as escutas, as provas seriam descartadas. A investigação da PF, desde 2015, revelou fraudes em licitações. O prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 44 milhões.
A decisão do STF freia vitórias da defesa. A Justiça Federal havia trancado ação sobre a MS-040. As provas dos grampos continuam valendo. O risco de condenação para a cúpula da “Lama” se mantém.
A operação incluiu prisões do ex-governador André Puccinelli. Revelações de delatores da J&F também vieram à tona. Eles falavam sobre propinas em troca de incentivos fiscais.
Fonte: Investiga MS


