A Câmara dos Deputados deve votar em maio o projeto que extingue a jornada 6×1. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou a pauta. A proposta tem gerado opiniões divergentes entre os parlamentares.
O PL ainda não definiu sua posição sobre o projeto. O partido orientou seus deputados a não darem declarações públicas. Alguns poucos manifestaram-se contra a proposta. O deputado Coronel Tadeu (PL-SP) criticou a medida.
“É um projeto que não cria riqueza, distribui prejuízo”, afirmou Tadeu. “Descanso sem emprego não é dignidade, é desemprego”. A base governista apoia quase unanimemente a proposta. A deputada Erika Kokay (PT-DF) defende a mudança.
“Acabar com a jornada 6×1 é a defesa da vida”, declarou Kokay. A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) reforçou o posicionamento favorável. “A jornada 6×1 sobrecarrega, adoece e tira direitos”, disse Benedita. “Trabalhar não pode significar exaustão”.
No União Brasil, há divergências sobre o tema. O deputado Kim Kataguiri (União-SP) se posiciona contra o texto atual. “Não existe solução fácil, nem mágica”, afirmou Kataguiri. Para a escala funcionar, é preciso cortar gastos inúteis.
Kataguiri complementa: “Essa PEC até pode ser aprovada, pela covardia dos parlamentares em ano eleitoral. Mas ela não vai gerar efeito”. Segundo Motta, a votação ocorrerá em maio. A decisão final depende dos votos dos parlamentares.


