André Mendonça, ministro do STF, foi sorteado para relatar ação sobre o Banco Master. O sorteio ocorreu nesta quinta-feira (12). Dias Toffoli deixou o processo após reunião com outros ministros.
Após a sessão, os ministros se reuniram a portas fechadas. A reunião terminou às 20h30, com o anúncio da mudança na relatoria. Toffoli alegou não ver motivo para sair, mas cedeu após isolamento.
A Corte avaliou que a atuação de Toffoli desgastou o STF. Fachin convocou a reunião para tratar do relatório da PF. O relatório periciou o celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A PF encontrou menções a Toffoli e pediu sua suspeição. Os ministros declararam que as acusações não justificavam a suspeição. Eles reconheceram a validade dos atos de Toffoli.
O relatório da PF indicou mensagens entre Vorcaro e Fabiano Zettel. Discutiam pagamentos à Maridt Participações, empresa com sócios Toffoli e seus irmãos. Vorcaro e Zettel citaram o sobrenome Toffoli nas mensagens.
Os pagamentos seriam referentes à compra do Tayaya Resort. A Maridt fazia parte do quadro societário do resort. Os detalhes foram publicados pela Folha de S. Paulo e confirmados pela Jovem Pan.
O gabinete de Toffoli negou amizade íntima com Vorcaro. Afirmou que ele jamais recebeu valores do banqueiro ou de Zettel. Toffoli disse que a Maridt é uma empresa familiar. Ele participa como sócio, mas a administração é de seus familiares.
A empresa integrou o grupo Tayaya Ribeirão Claro até 2025. A participação foi encerrada com a venda de cotas do Fundo Arllen em 2021. A outra venda foi para a PHD Holding, finalizando o vínculo com o resort.
A ação sobre a compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída a Toffoli em 2025. A Maridt não fazia parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro nessa época. O Banco Central liquidou o Banco Master extrajudicialmente em 2025.


