O Brasil obteve a segunda pior nota da sua história no Índice de Percepção da Corrupção (IPC). A Transparência Internacional divulgou o ranking na terça-feira (10). O país alcançou 35 pontos em 2025.
Essa pontuação mantém o Brasil na 107ª posição entre 182 países. A escala varia de 0 a 100. Quanto maior a nota, menor a percepção de corrupção. O resultado supera em apenas um ponto o desempenho de 2024.
O índice avalia especialistas e executivos sobre a corrupção no setor público. Ele não mede o número de casos ou valores desviados. O IPC avalia comportamentos corruptos e mecanismos de prevenção.
Roberto Livianu, do INAC, destaca a importância da comparação internacional. O estudo, realizado há mais de três décadas, permite comparar a corrupção entre países.
Livianu ressalta que o IPC não mede a corrupção de forma objetiva. Muitos casos não chegam ao conhecimento público. A falta de notificação impede a mensuração precisa da corrupção.
O Brasil, com 35 pontos, está abaixo da média global de 42 pontos. Livianu atribui o resultado à falta de medidas concretas. Ele aponta uma estagnação no combate à corrupção no Brasil.
Livianu cita a ausência de um Código de Conduta para tribunais superiores. Ele critica o aumento das emendas parlamentares. Práticas associadas ao orçamento secreto criam brechas para desvios.
O relatório da Transparência Internacional destaca casos de macrocorrupção em 2025. O escândalo no INSS e o caso Banco Master ganharam destaque. Suspeitas de influência sobre autoridades também foram mencionadas.
Bruno Brandão, da Transparência Internacional – Brasil, explica o desgaste. Casos de macrocorrupção e impunidade contribuem para o cenário. Condutas de ministros do STF também influenciam.
Fonte: Transparência Internacional


