Familiares de presos políticos iniciaram uma greve de fome em Caracas. O objetivo é pressionar por mais libertações. A ação ocorre após o adiamento da lei de anistia.
Dezessete presos políticos foram libertados durante a madrugada. Eles estavam detidos na Zona 7 da Polícia Nacional. A capital venezuelana foi o palco das liberações.
Dez mulheres, usando máscaras, deitaram em frente à Zona 7. Familiares acampam no local há mais de um mês. Uma lista com os nomes das grevistas foi deixada ao lado.
Elas pedem agilidade na libertação de seus parentes. A presidente Delcy Rodríguez anunciou as liberações em 8 de janeiro. A ação ocorreu sob pressão de Washington.
Evelin Quiaro, mãe de um preso, exige a libertação de todos. “É justo, já esperamos muito”, disse ela à AFP. Seu filho está detido desde novembro de 2025.
José Elías Torres, da CTV, estava entre os libertados. Ele estava preso desde novembro sem ordem judicial. Rodríguez propôs a lei de anistia após assumir o poder.
A lei busca beneficiar centenas de detidos. Segundo a ONG Foro Penal, 644 permanecem na prisão. O presidente do Parlamento prometeu reparar erros.
A aprovação da lei foi adiada devido a divergências. Familiares de presos se acorrentaram em frente à Zona 7. A greve de fome visa aumentar a pressão.


