O governo Lula debate o fim da escala 6×1. A equipe econômica avalia a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A preocupação central é o texto final a ser aprovado. Dependendo do formato, até o Executivo pode se opor.
A pauta tem apoio da centro-esquerda e cresce na direita. Isso pode enfraquecer o lobby contrário no Congresso. O ano eleitoral também pressiona os parlamentares. Hugo Motta, presidente da Câmara, precisa de pautas positivas.
Estudo do Ipea mostra impacto similar ao aumento do salário mínimo. A maioria das empresas conseguiria absorver a mudança. O custo médio do trabalho aumentaria 7,84% com a jornada de 40 horas.
A equipe econômica defende um período de transição. Setores e empresas de tamanhos diferentes seriam respeitados. Empresas maiores teriam mais facilidade em se adaptar.
Um texto acordado é essencial para aprovação até o meio do ano. Caso contrário, o tema vira promessa de campanha. O risco é uma PEC cheia de exceções, gerando insegurança.
Elisa Alonso, advogada trabalhista, critica a alteração via PEC. Ela alerta para a insegurança jurídica e o aumento de custos. A negociação coletiva setorial seria uma alternativa melhor.
O governo questiona a superestimação dos impactos financeiros pelo setor privado. Ganho de produtividade pode compensar os custos. A CNI estima impacto de R$ 178 bilhões com 36 horas semanais.
Fonte: Broadcast (Grupo Estado)


