A Argentina vive a quarta greve geral contra o governo Milei. A paralisação ocorre nesta quinta-feira (19). A Câmara dos Deputados debate a reforma trabalhista. O Senado já aprovou o projeto, considerado ‘regressivo’.
A greve começou à 0h01 (horário de Brasília) e dura 24 horas. A principal central sindical do país a convocou. Eles criticam as mudanças propostas pelo governo.
A medida de força ocorre em um momento delicado. A atividade industrial apresenta queda. Mais de 21 mil empresas fecharam nos últimos dois anos. Cerca de 300 mil postos de trabalho foram perdidos, segundo sindicatos.
A Fate, fábrica de pneus, fechou sua planta em Buenos Aires. Mais de 900 trabalhadores foram demitidos. A empresa alegou perda de competitividade.
Cristian Jerónimo, da CGT, afirmou que o povo não votou para perder direitos. Ele antecipou que a greve será contundente.
Os sindicatos de transporte aderiram ao protesto. 255 voos foram cancelados, afetando 31 mil passageiros. Trabalhadores portuários também aderiram.
A sessão na Câmara dos Deputados está marcada para as 14h (horário de Brasília). Sindicatos e grupos políticos marcharão até a Praça do Congresso.
Na semana passada, manifestações contra a reforma terminaram em confronto. O governo alertou a imprensa sobre o ‘risco’ de cobrir os protestos.
O projeto reduz indenizações e estende a jornada de trabalho. Ele também limita o direito de greve. O governo defende que a reforma reduzirá a informalidade.
Para avançar, o governo retirou um artigo polêmico do texto. Este artigo reduzia o salário durante licenças médicas.
*AFP
Fonte: Jovem Pan News


