A Polícia Civil confirmou um esquema de corrupção em Mato Grosso do Sul. Um relatório apontou o desvio de R$ 4,5 milhões da Aegea. O dinheiro foi para diversos destinos, incluindo a campanha do MDB em 2012. Edson Giroto era candidato a prefeito na época.
O Portal UOL teve acesso ao relatório do Dracco. O documento mostra valores da Aegea na conta de João Amorim. Não havia prestação de serviço que justificasse os repasses. Uma ETE em Dourados foi vendida em 2012, mas ninguém a encontrou.
A Águas de Guariroba, da Aegea, comprou a ETE por R$ 4,5 milhões. A polícia não localizou a estação ou a razão da compra. A empresa não atuava em Dourados naquela época. “Não foi possível identificar a ETE”, diz o relatório.
Em busca e apreensão, a PF achou uma minuta da Aegea sobre a localização da ETE. A empresa se preparava para responder onde ficava a estação. A polícia acredita que responder abriria “outra frente de problemas”.
Os pagamentos ocorreram em setembro de 2012, antes das eleições. O dinheiro foi depositado na Proteco, empresa de Amorim. R$ 1,4 milhão foram para o MDB e R$ 1,1 milhão para um funcionário. Ele fez saques fracionados de R$ 99 mil.
A Águas de Guariroba fez pagamentos à Proteco para alugar máquinas. A polícia diz que o negócio era “forjado” para justificar o repasse. Não havia documentos que comprovassem a locação.
João Amorim afirmou que não tinha cópia dos contratos de aluguel. A Dracco pediu a abertura de um novo inquérito. O objetivo é investigar repasses ao filho de André Pulcinelli. A Aegea comprou R$ 326 mil em livros do advogado.
A polícia pediu o indiciamento de Amorim e empresários da Aegea. Eles podem ser acusados de lavagem de dinheiro. O Ministério Público decidirá se oferecerá a denúncia.
A delação premiada de executivos da Aegea revelou pagamento de propinas. O esquema ocorreu em seis estados e 20 municípios, incluindo MS. As propinas visavam expandir a empresa.
A Aegea movimentou R$ 63 milhões entre 2010 e 2018. O ex-presidente da Aegea relatou pressão de João Amorim em Campo Grande.


