Em Mato Grosso do Sul, um projeto inovador começou a produzir fraldas geriátricas. A produção ocorre no sistema prisional. O projeto “Desdobrar – Cuidado e Dignidade” busca ressocializar e atender demandas sociais. Uma oficina foi instalada no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG). As primeiras fraldas foram entregues para testes. O Sirpha Lar do Idoso e o Hospital São Julião receberam as fraldas.
Dez reeducandos trabalham na oficina. Eles receberam capacitação técnica do Sirpha. Foram confeccionadas 1.760 fraldas geriátricas. Elas foram distribuídas em 220 pacotes com oito unidades cada. O material é experimental e será testado. Idosos do IPCG e das instituições participarão dos testes.
Rodrigo Rossi Maiorchini, diretor-presidente da Agepen, falou sobre o projeto. Ele destacou que mais de 7 mil internos trabalham. Mais de 4 mil internos fazem cursos. O trabalho e a capacitação são essenciais. Eles reduzem a ociosidade e preparam para o retorno à sociedade.
José Henrique Kaster Franco, juiz idealizador, iniciou o projeto em 2025. O Projeto Desdobrar visa implantar uma oficina de fraldas. A mão de obra será do regime fechado. O projeto promove ressocialização e qualificação. Ele também oferece remuneração futura.
A Agepen, o TJMS e o Sirpha Lar do Idoso se uniram no projeto. O município de Campo Grande acompanha a iniciativa. Procuradores avaliam a viabilidade de aquisição de insumos. Eles também analisam a remuneração dos internos.
O juiz José Henrique Kaster Franco ressaltou a evolução do trabalho prisional. Atualmente, o sistema tem 250 empresas parceiras. O presidente do Sirpha, Ivan Nery de Queiroz, destacou a alta demanda por fraldas. Cada idoso pode usar até quatro fraldas por dia.
Os testes priorizarão o uso noturno. Assim, será possível avaliar a eficiência do produto. Absorção e prevenção de vazamentos serão avaliadas. Um relatório técnico será elaborado após os testes.


