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    Abecásia busca independência e Ossétia do Sul quer unificação com a Rússia

    Regiões separatistas da Geórgia reacendem debates sobre seus futuros em meio à guerra na Ucrânia.

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    A guerra na Ucrânia completa quatro anos. Movimentos separatistas da antiga União Soviética ganham destaque novamente. Na Geórgia, Abecásia e Ossétia do Sul buscam separação. Moscou protege essas regiões autoproclamadas.

    Internacionalmente, reconhecem esses territórios como parte da Geórgia. A exceção são Rússia, Nicarágua, Venezuela, Síria, Nauru e Vanuatu. A Geórgia rejeita os nomes Abecásia e Ossétia. Prefere Sukhumi e Tskhinvali, suas capitais.

    As regiões têm diferentes objetivos. A Ossétia do Sul almeja se unir à Ossétia do Norte, parte da Rússia. A Abecásia busca reconhecimento de sua independência.

    A Rússia anexou a Ossétia do Sul em 1801, junto com a Geórgia. Ambas integraram o Império Russo. Em 1810, a Abecásia se tornou protetorado russo. A Rússia a capturou em 1867.

    Após a Revolução Russa em 1917, a Abecásia foi brevemente uma república. Em 1931, a região integrou a República Socialista Soviética da Geórgia. Essa república pertencia à União Soviética.

    Em 1991, a União Soviética se dissolveu. Forças separatistas entraram em conflito com a Geórgia. A Ossétia do Sul declarou independência em 1991. A Abecásia rompeu em 1992.

    Na guerra da Geórgia em 2008, Moscou apoiou Abecásia e Ossétia do Sul. Tropas russas foram enviadas. Após o conflito, a Rússia reconheceu a independência. Mantém tropas nesses territórios.

    Fabrício Vitorino, pesquisador da UFSC e USP, analisa a relação da Ossétia do Sul com a Rússia. Ele a descreve como “quase estrutural”. A Rússia garante segurança e financia o orçamento local.

    Vitorino explica que essa relação tem forte irredentismo. O irredentismo busca reunificar um povo dividido. Os ossétios do sul se veem como parte da mesma nação dos ossétios do norte.

    Kai Kenkel, professor da PUC-Rio, avalia o impacto da guerra na Ucrânia. Ossétia do Sul e Abecásia se sentem “deslocadas”. A concentração russa na Ucrânia gera preocupação. O apoio de Moscou pode ter enfraquecido.

    Kenkel complementa que a anexação russa da Crimeia cria precedentes. A situação molda o pensamento das regiões separatistas. Elas buscam caminhos para garantir sua segurança e futuro.

    **Fonte:** Jovem Pan

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