A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) nesta quinta-feira (26). A comissão investiga fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
O advogado de Lulinha se manifestou após a decisão. Guilherme Suguimori afirmou que a medida é “dispensável”. Ele assegura a inocência de seu cliente.
“Estamos tranquilos, pois ele não participou das fraudes”, disse Suguimori. Ele também comentou sobre a autorização do STF para quebra de sigilo bancário, telemático e fiscal.
Suguimori afirma que Lulinha sempre se colocou à disposição do STF. O objetivo era prestar todos os esclarecimentos necessários. O ministro André Mendonça autorizou a quebra de sigilo em janeiro.
A Polícia Federal (PF) investiga o envolvimento de Lulinha com o esquema de descontos indevidos. Os descontos eram aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
O nome de Lulinha apareceu em mensagens encontradas no celular de Antônio Carlos Camilo Antunes. Antunes é conhecido como “Careca do INSS”. As mensagens citam repasses de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”.
A CPMI do INSS está focada em fraudes em empréstimos consignados. Há suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas. Antônio Carlos Camilo Antunes foi ouvido em 2025.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, chamou Antunes de “autor do maior roubo a aposentados”. A CPMI apurou que o “Careca no INSS” movimentou R$ 24,5 milhões em cinco meses.


