O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito no caso do Banco Master. Ele era o relator das acusações sobre seu envolvimento.
Toffoli alegou motivo de foro íntimo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. Ele determinou o envio do processo à Presidência do STF.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que Toffoli foi escolhido para julgar um mandado de segurança. Esse mandado pedia a instalação de uma CPI do Banco Master e BRB.
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) apresentou o pedido. Ele acusava o presidente da Câmara, Hugo Motta, de omissão na instalação da CPI.
Em fevereiro, Toffoli já havia deixado a relatoria após relatório da PF. A PF encontrou menções a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.
Toffoli negou amizade ou recebimento de valores de Vorcaro. Ele também se manifestou sobre sua relação com a Maridt Participações.
Segundo a PF, Vorcaro e seu cunhado discutiram pagamentos à Maridt. Toffoli e seus irmãos são sócios da empresa.


