O complexo militar-industrial é um sistema econômico fechado. Grandes empresas privadas desenvolvem tecnologias para o Departamento de Defesa dos EUA. Elas são conhecidas como “prime contractors”.
O setor se baseia em contratos públicos de longo prazo. Produção de caças, mísseis e escudos garante fluxo de caixa. Isso torna o setor resiliente contra crises econômicas.
O orçamento federal e as aquisições rigorosas estruturam as finanças. A indústria de defesa atua sob demanda, diferente do mercado tradicional. O governo financia pesquisa, desenvolvimento e concede contratos.
A saúde financeira se mede pelo “backlog”. É o total de contratos assinados, mas ainda não entregues. Um backlog forte permite projetar receitas para a próxima década.
Desde 1990, o Pentágono consolidou seus fornecedores. Poucas empresas dominam o mercado, gerenciando uma vasta cadeia de fornecedores menores.
A receita da indústria militar depende da geopolítica global. Ameaças aumentam orçamentos de defesa e modernizam forças armadas.
Em 2024, as 100 maiores empresas de defesa faturaram US$ 679 bilhões. Empresas americanas responderam por quase metade desse valor: US$ 334 bilhões.
Cinco empresas dominam o fornecimento de mísseis e caças para os EUA e aliados. Elas recebem a maior parte do orçamento do Pentágono.
A venda de equipamentos militares americanos ocorre pelo programa Foreign Military Sales (FMS). O país aliado solicita ao governo dos EUA. O Departamento de Estado avalia o risco e o Pentágono negocia o contrato.


