Bolsonaro é apontado como chefe de esquema de fraudes no INSS, diz deputado
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) fez uma declaração forte. Ele disse que Jair Bolsonaro chefiou um esquema de fraudes no INSS. A declaração foi dada em entrevista nesta sexta-feira (27).
Pimenta afirmou que o relatório da CPMI propõe o indiciamento de Bolsonaro. Os crimes seriam furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa. Segundo o deputado, a base governista apoia essa decisão.
O deputado também ligou os descontos indevidos no INSS ao caso do Banco Master. Parte do dinheiro teria financiado campanhas de Onyx Lorenzoni, Tarcísio de Freitas e Bolsonaro. Os repasses teriam sido feitos por Fabiano Zettel.
O relatório propõe o indiciamento de 201 pessoas, incluindo agentes públicos e privados. Flávio Bolsonaro também está na lista. Pimenta defendeu o relatório, afirmando que ele se baseia em provas concretas.
Pimenta explicou que os descontos associativos existem desde o governo FHC. No entanto, as cobranças não autorizadas começaram em 2017, na gestão Temer. Ele acusou Bolsonaro de facilitar a ação de instituições fraudulentas.
O deputado ainda afirmou que nove grupos se organizaram para praticar corrupção no INSS. O relatório sugere medidas para proteger aposentados e pensionistas. A CPMI do INSS votará o relatório final nesta sexta-feira.
A CPMI investigou fraudes em empréstimos consignados, incluindo assédio e concessões irregulares.
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