José Éder Lisboa, de 64 anos, faleceu na Argentina. A informação foi divulgada pela Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro. O STF o condenou por participação nos atos antidemocráticos.
Em junho de 2024, o STF condenou José Éder a 14 anos e seis meses de prisão. Os crimes incluem abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Ele também foi condenado por dano qualificado e associação criminosa armada.
A pena também incluiu 1 ano e seis meses de detenção e multa de R$ 43,4 mil. Além disso, ele deveria pagar R$ 30 milhões por danos morais coletivos. O valor seria dividido entre os demais condenados.
José Éder foi preso em flagrante no Palácio do Planalto em 8 de janeiro de 2023. Ele alegou que buscava proteção contra bombas e negou vandalismo. Solto sob medidas cautelares, ele fugiu para a Argentina após a condenação.
Segundo a associação, Éder adoeceu e foi internado antes de falecer. O STF já condenou mais de 800 pessoas pelos atos de 8 de janeiro. As penas variam de 2 a 27 anos de prisão.
O STF aponta que 122 pessoas são consideradas foragidas. Pedidos de extradição já foram feitos para metade delas. Elas romperam as tornozeleiras eletrônicas e fugiram do país.
A Argentina concedeu asilo a Joel Borges Correa, outro condenado pelos atos. Outros quatro brasileiros aguardam decisão em prisão domiciliar na Argentina.


