O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), revelou nesta sexta-feira (24/05/2026) o uso de colete à prova de balas por questões de segurança. Ele justificou a medida, associando-a ao que descreve como um “clima político” hostil e ao atentado sofrido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018. A declaração foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Justificativa e Preocupação com Segurança
“Muita gente pergunta por que eu tô usando colete. Tem trabalhador que usa farda, capacete. Infelizmente eu sei do que eles são capazes”, afirmou o senador no vídeo. Ele citou o ataque a Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018, enfatizando a necessidade de precaução.
“Já tentaram fazer com meu pai, conseguiram. Eu não posso dar sopa pro azar”, declarou Flávio Bolsonaro. O senador também mencionou enfrentar “ódio”, “ataques” e “desumanização”, alegando que adversários políticos tentam intimidá-lo. Flávio Bolsonaro é um dos nomes que se movem na corrida para as eleições de 2026.
Análise de Marketing Político e Repercussão
A publicação do vídeo gerou intensa repercussão entre apoiadores e críticos nas plataformas digitais. O comentarista Elias Tavares analisou o conteúdo, interpretando a imagem do colete como um elemento de marketing político.
Segundo Tavares, a estratégia visa reforçar a percepção de ameaça constante contra figuras da direita e resgatar a memória do atentado contra Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018. O apoio a Flávio Bolsonaro tem sido objeto de análises recentes.
O especialista avaliou que a peça foi criada para impulsionar o engajamento digital, mas alertou para o risco de uma comunicação exagerada. Tavares comparou o vídeo a táticas adotadas pelo influenciador e empresário Pablo Marçal em campanhas recentes. A divulgação ocorre em um período de mudanças na equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro, após críticas de aliados à condução de crises recentes envolvendo a campanha do senador.


