Mato Grosso do Sul vivenciou uma semana política de alta intensidade, marcada por uma nova operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gecoc) contra a corrupção, a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito de Paranhos, mudanças na composição da Assembleia Legislativa e um incidente envolvendo um pré-candidato em evento público.
A ação do Gecoc, que já havia atuado na Capital na semana anterior, concentrou-se desta vez em Nova Alvorada. A operação resultou em buscas e apreensões nas residências de um vereador e do ex-presidente da Câmara Municipal. Durante a ação, um ex-vereador foi detido em flagrante por posse de arma de fogo, reforçando o combate à corrupção no interior do estado.
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), a cadeira ocupada por Neno Razuk foi assumida pelo deputado João César Mato Grosso, em uma movimentação que altera a dinâmica parlamentar da Casa de Leis. Outro ponto de destaque foi o comportamento do pré-candidato do Democracia Cristã (DC), Economista Renato. Ele protagonizou um protesto ruidoso durante o lançamento de um livro, culminando em sua expulsão do evento. O incidente não é isolado, visto que Renato já havia realizado manifestações no plenário da própria Assembleia Legislativa recentemente.
Em Paranhos, o prefeito, que está no cargo há apenas seis meses, tornou-se alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. A CPI investiga denúncias graves que incluem o uso indevido de oficinas da prefeitura para fins particulares, a cobrança por atendimentos em hospital público e questionamentos sobre a não distribuição de peixes à população, prometendo uma investigação minuciosa sobre a gestão municipal.


